Emanoela Moreira, 31, é trabalhadora autônoma. “Sacoleira”, ela explica. Revende roupas que compra no Centro dentro da sua casa e consegue tirar uma renda mensal de R$ 1200. Ontem, por volta das 11 horas, resolveu interromper o trabalho na sua casa, no bairro Sapiranga, para conferir de perto a inauguração da primeira loja Magazine Luiza do Nordeste, ali mesmo, na Avenida Washington Soares. “Fiquei sabendo pelo anúncio no carro de som que está passando direto aqui”.

 A vendedora autônoma foi uma das primeiras a fechar a compra na nova loja, resultado da transformação que a rede quer implantar no Nordeste desde que comprou as Lojas Maia em julho do ano passado. A aquisição de Emanoela foi uma câmera digital Sony de R$ 300, “para bater muitas fotos no dia das mães”. A compra foi parcelada em oito vezes no cartão da loja, feito minutos antes. A sacoleira estava consciente da fusão, e que agora estava comprando na Magazine Luiza, e não mais nas Lojas Maia. “Eu vi no Faustão”, explica.

A nova loja vai aos poucos ganhando o modelo que a rede Magazine Luiza quer implantar no Nordeste. Mais funcionários (pelo menos o dobro dos que trabalhavam nas unidades das Lojas Maia), produtos à disposição para o consumidor tocar e mexer, ar condicionado, uma nova seção com brinquedos e utensílios do lar. Por enquanto, a logomarca das Lojas Maia será mantida, junto com o nome Magazine Luiza, mas dentro de pouco mais de um ano deverá eliminar o nome por completo e cerca de 40 lojas no Nordeste terão que ser remodeladas e entrar no padrão da Magazine.

O gerente regional de vendas da Magazine Luiza, Elton Soares, classifica o Nordeste como o lugar que é “a bola da vez”. “Vamos expandir e investir aqui. O Nordeste é a menina dos olhos”, diz. Marcelo Maia, diretor regional do Magazine Luiza na Região, complementa: “As maiores taxas de crescimento estão aqui, mais do que no Sul e Sudeste. Ainda há muito mercado para expandir”. Maia diz que a rede não sentiu o impacto das medidas tomadas recentemente pelo Banco Central para conter o crédito e que isso não tem prejudicado os negócios. “O impacto em um bem de R$ 500, R$ 600 não é muito e as pessoas não deixaram de comprar. Não há retração do consumo”, afirma.

ENTENDA A NOTÍCIA

 A disputa pela vice-liderança no varejo é acirrada. As redes Máquina de Vendas (fusão da Ricardo Eletro, Insinuante e City Lar) e Magazine Luiza (que comprou a Lojas Maia no ano passado) lutam pelo posto e têm um “empate técnico”.

NÚMEROS

143

LOJAS

é o número de unidades que o Magazine Luiza tem agora no Nordeste

611

É O NÚMERO TOTAL

de lojas da rede no Brasil, sendo 476 delas no Sudeste.

24

PARCELAS

é o máximo de vezes que o consumidor pode dividir uma compra na loja

 (Mariana Penaforte – O Povo Online)

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