A Contraf-CUT denuncia que funcionários do Itaú Unibanco que trabalham como caixas e gerentes operacionais estão sendo demitidos em diversas regiões do país. A eliminação dos empregos ocorre mesmo com o compromisso assumido pelo banco após a aquisição do Unibanco de que não haveria demissões no processo de fusão.

“Como se não bastasse a quebra da palavra empenhada, a dispensa de trabalhadores acontece depois que a instituição atingiu em 2010 o lucro recorde de R$ 13,3 bilhões, o maior da história dos bancos brasileiros”, afirma o funcionário do Itaú e presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.

Negociação nesta quinta

O assunto será levado para a negociação com o banco que ocorre nesta quinta-feira, dia 14, às 10h, em São Paulo, entre a Contraf-CUT, federações e sindicatos, quando será retomada a discussão sobre o reajuste unilateral de até 24,61% no convênio médico ocorrido em março.

Reunião da COE Itaú Unibanco

Para preparar a negociação, a Contraf-CUT reúne nesta quarta-feira, dia 13, a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú Unibanco, na sede do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

Os debates também envolvem questões ligadas aos bancários egressos do Unibanco, em especial questões de previdência complementar e o papel dos institutos de benefícios do banco, como o IJMS e o IAPP.

Mobilização contra demissões

Após a negociação com o banco, a Contraf-CUT reúne novamente os integrantes da COE Itaú Unibanco para avaliar o resultado do diálogo e discutir um plano de mobilização para denunciar as demissões aos clientes e à sociedade e exigir garantia de emprego e respeito aos trabalhadores.

“A diretoria do Itaú Unibanco deixou claro que não ocorreriam demissões, mas o fato é que até mesmo bancários premiados no programa Agir perderam seus empregos, o que evidencia o desrespeito do banco com seus trabalhadores”, ressalta Carlos Cordeiro.

Fonte: Contraf-CUT

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