Os trabalhadores vão envolver os empresários no debate sobre o fim do imposto sindical. A discussão vem sendo feita pelas centrais sindicais dos trabalhadores com o secretário-geral da Presidência da República, o ministro Gilberto Carvalho.

Para substituir a contribuição compulsória, debate-se a criação de uma “contribuição negocial”. De acordo com um projeto que seria, inclusive enviado pelo então presidente Lula, a contribuição só seria adotada caso fosse aprovada em assembleia, pelo sindicato.

A proposta sempre foi defendida pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), ligada ao PT, mas rechaçada pelas outras centrais. A CUT defende a medida como uma forma de legitimar as bases sindicais que tenham força política suficiente para aprovar a sua forma de sustentação financeira.

A Força Sindical, que até então resistia à proposta, já admite discuti-la, segundo informou o deputado Paulo Pereira (PDT-SP), o Paulinho da Força. Ele já tem encontro marcado com representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), no próximo dia 19, que contará com a interveniência do deputado Sandro Mabel (PR-GO), líder empresarial.

O encontro ocorre depois de os representantes da CUT terem comparecido sozinhos a um encontro com o ministro Gilberto Carvalho para defender a aprovação do novo formato da contribuição. O ministro, no entanto, defende a definição da proposta entre as centrais.

O deputado Dr. Rosinha (PT-RS) é autor de um texto que estaria sendo avaliado na Casa Civil. Ele defende que, além de acabar com o tributo sobre a renda do trabalhador, extinga-se ainda a contribuição obrigatória do setor empresarial.

O imposto é cobrado anualmente, em março, e equivale ao salário de um dia de trabalho.

Na Câmara tramita o projeto (PL 7247/10) do deputado Augusto Carvalho (PPS-DF), que torna facultativa a contribuição sindical. Carvalho considera o imposto um símbolo da dependência dos sindicatos ao aparato do Estado.

Na legalização das centrais sindicais, há três anos, o ex-presidente Lula assumiu compromisso de encaminhar ao Congresso um projeto de lei tornando a contribuição negocial. Ou seja, só seria recolhida se aprovada em assembleias de sindicatos.

O presidente da CUT, Artur Henrique, vai trabalhar pela aprovação de um projeto de lei que extingue a contribuição. “Defendemos o fim da contribuição sindical e vamos cobrar a presidente Dilma Rousseff”, afirma.”Nós assinamos o acordo com o governo  porque o repasse era provisório”, destaca.

Fonte: Agência Estado

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