A Contraf-CUT, federações e sindicatos de bancários retomam nesta quinta-feira, dia 10, o Comitê de Relações Trabalhistas (CRT) do Santander. Trata-se da primeira reunião em 2011 e ocorre das 14h às 16h30, na Torre Santander, em São Paulo.

Um dos principais temas em debate é o emprego, diante da ocorrência de demissões. As entidades têm recebido várias denúncias sobre dispensas concentradas no período pós-integração do Banco Real nas concentrações, em São Paulo.

“Não podemos admitir em hipótese alguma demissões no Santander, uma vez que o Brasil foi responsável por um terço do lucro mundial da instituição em 2010, além da evidente falta de funcionários em diversas unidades do banco”, afirma o coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Marcelo Sá. “Exigimos o fim imediato das demissões e que o banco aborte qualquer processo que esteja em andamento”, destaca.

Outro assunto importante na pauta é a eleição de representantes dos participantes no SantanderPrevi. “Após denúncias de que banco havia aberto o processo eleitoral para os conselhos Deliberativo e Fiscal, sem discutir com as entidades sindicais, descumprindo entendimento firmado com os trabalhadores, reivindicamos o cancelamento imediato das eleições realizadas e a abertura de negociações para discussão e elaboração de novo processo eleitoral, democrático e transparente”, ressalta o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.

Prorrogação do “pijama”

Também está na pauta a proposta das entidades de prorrogação da licença remunerada pré-aposentadoria, o “pijama”. É enorme a demanda de trabalhadores. A reivindicação é a sua prorrogação até 31 de agosto de 2011, quando termina o Acordo Coletivo de Trabalho 2009/2011 do Santander, que é aditivo à convenção coletiva.

De acordo com última ata do CRT, “o Banco informa que irá discutir, internamente, esse tema”.

Condições de trabalho nas agências

Também serão discutidas várias pendências de reuniões anteriores, como as condições de trabalho nas agências. O banco se comprometeu a enviar orientação interna para todos os gestores de agências, esclarecendo que os caixas não têm metas e que os mesmos não serão avaliados pela venda de produtos.

Outro objetivo é agendar uma nova reunião específica para dar continuidade ao grupo de trabalho para debater questões como contratação de funcionários, fim das metas individuais; fim das metas para os funcionários da área operacional; fim das reuniões diárias para cobrança de metas nas agências; venda responsável de produtos financeiros; e desvio de função – coordenadores fazendo trabalho de caixa.

Pessoas com deficiência (PCD)

As entidades também pautaram as questões das pessoas com deficiência (PCD), que estão igualmente pendentes. Uma das reivindicações é que o banco conceda ao bancário com deficiência, que não tenha condições de utilizar o transporte publico e o ATENDE e que utilize o transporte próprio para seu deslocamento, uma ajuda de custo no valor igual ao que ele teria direito no percurso de sua residência ao local de sua lotação, sob forma de ajuda deslocamento, bem como como arcar com o custo do estacionamento nesses casos.

Aa entidades solicitaram do banco a quantidade de trabalhadores portadores de deficiência, o tipo de deficiência e a lotação. Segundo a imprensa, o Santander teria passado a cumprir a cota de 5% de pessoas com deficiência.

Reunião da COE do Santander

No mesmo dia, antes do CRT, a Contraf-CUT promove, às 9h30, uma reunião da COE do Santander, no Sindicato dos Bancários de São Paulo. “Vamos preparar a participação dos trabalhadores no CRT, aprofundando os temas que estarão em debate com o banco”, explica Ademir.

Fonte: Contraf-CUT

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