RIO DE JANEIRO – O primeiro dia de desfiles das escolas de samba de São Paulo foi tenso. Com exceção da Peróla Negra, todas as agremiações que passaram pelo Anhembi tiveram problemas com seus carros alegóricos. Nada comparado ao sufoco vivido pela Unidos do Peruche. Primeira escola a entrar na Avenida, o Peruche apresentou um desfile fraco e deve perder muitos pontos por conta de sua quarta alegoria que não conseguiu entrar na Avenida, abriu um imenso buraco e atrapalhou todo o desfile. Resultado: a escola ultrapassou o tempo em três minutos e seus integrantes se desentenderam com funcionários da Liga das Escolas de Samba.

A Rosas de Ouro e a Vai Vai deixaram o Sambódromo como as grandes favoritas ao título. Com fantasias luxuosas e carros alegóricos grandiosos, as agremiações sacudiram o público das arquibancadas. A Vai Vai fez um desfile tecnicamente perfeito, já a Rosas de Ouro precisou correr no final e, por pouco, não ultrapassou o limite de 65 minutos dados para cada escola.

As demais escolas fizeram mornas apresentações. Ao contrário do que havia afirmado a Tom Maior, o ex-presidente Lula não apareceu e o grande destaque da escola foi Adriana Bombom, Rainha de Bateria, se rastejando pelo Sambódromo. A Acadêmicos do Tucuruvi também não empolgou, apesar de ter cumprido todas as regras. Já a Mancha Verde investiu nos carros alegóricos, mas não teve o mesmo esmero com as fantasias, deixando visível a discrepância entre suas alegorias e as alas da escola.

A Peróla Negra encerrou a primeira noite de desfiles de dia. Apesar dos problemas da escola – que teve seu barracão atingido na última enchente em São Paulo -, a agremiação conseguiu consertar a tempo os estragos provocados pela chuva, mas não tem forças para brigar pelo título.

(Correio do Povo)