O promotor do Ministério Público do Distrito Federal Bernardo Urbano pediu à Justiça na tarde desta segunda-feira (28) a prisão preventiva de Nenê Constantino, um dos fundadores da empresa aérea Gol. O pedido será analisado pelo Tribunal de Justiça do DF.

Ele responde a dois processos que apuram a tentativa de assassinato do ex-genro de Constantino, Eduardo de Queiroz, em 2008, e o assassinato do líder comunitário Márcio Leonardo, em 2001.

O MP decidiu pedir novamente a prisão de Constantino depois da tentativa de homícido de João Marques, uma das testemunhas no caso do ex-genro. Marques afirmou que Constantino foi o mandante dos dois crimes.

O atentado contra João Marques ocorreu na porta de uma casa, em Águas Lindas, Goiás, na última sexta-feira (18). Marques atendeu a um chamado e assim que saiu levou três tiros.
Ele é réu num processo em que é acusado de ser um dos pistoleiros contratados por Nenê Constantino para matar o líder comunitário. Nenê responde pelo crime em liberdade.

O promotor afirmou que o empresário tem interferido e atrapalhado o andamento do processo. “É o que a gente tem observado desde que se iniciou a apuração. Ele está interferindo na prova”, afirmou Urbano.

Depoimento
Nenê Constantino foi intimado para depor nesta terça-feira (1º) no Tribunal do Júri, em Taguatinga, cidade a 30 km de Brasília. Segundo a assessoria de imprensa do tribunal, a defesa de Constantino informou que ele não vai comparecer ao depoimento porque está em tratamento de saúde em São Paulo e teria se sentido mal nesta segunda-feira.

O juiz João Marcos Guimarães Silva, que preside a sessão, e o MP vão decidir o que fazer diante da ausência do empresário. Nesta terça, estão marcados depoimentos de testemunhas no processo que apura a morte do líder comunitário Mário Leonardo. Ele era presidente de uma associação de famílias que compraram lotes em um terreno de Constantino e brigavam na Justiça para permanecer no local.

A audiência foi paralisada pela ausência de uma das testemunhas que acusam Constantino de ser mandante do crime. Os depoimentos foram suspensos porque a defesa do empresário pediu que todas as testemunhas indicadas pelo MP e pela defesa fossem ouvidas antes dos réus. O MP mandou buscar a testemunha que faltava e a sessão foi retomada por volta das 11h.

(Portal G1)

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