Fortaleza tem hoje o sexto metro quadrado de moradia mais caro do País, avaliado em R$ 3.581, segundo estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O levantamento tem como base 200 mil ofertas de imóveis anunciadas no site Zap.

O Distrito Federal lidera com folga o ranking dos terrenos mais valorizados. Lá o metro quadrado custa em média R$ 7.004. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (R$ 5.655), São Paulo (R$ 4.858), Belo Horizonte (R$ 3.847) e Recife (R$ 3.596). Salvador aparece em sétimo lugar, onde metro quadrado é avaliado em R$ 3.323.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Ceará (Sindimóveis), José Maria Cavalcante, os imóveis tiveram uma valorização de 50% nos últimos cinco anos em Fortaleza. “Um apartamento que cinco anos atrás custava R$ 200 mil, hoje fica em torno de R$ 300 mil”, exemplifica. O bairro mais caro da capital cearense é o Meireles, de acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil, Roberto Sérgio.

José Maria Cavalcante afirma que o aquecimento do setor imobiliário no Brasil é puxado principalmente pelas classes C e D. “A atividade está crescendo em todas as classes, mas a C e a D estão comprando muito e aumentou a demanda”, diz. Além do aumento na demanda por compra de imóveis, a alta no preço de materiais de construção e no terreno influenciaram na elevação do custo de os imóveis.

Crédito na praça

Em 2010 a Caixa Econômica Federal teve índice recorde no financiamento imobiliário: R$ 77 bilhões no País. Em 2004 essa cifra era de R$ 5 bilhões no País. 

Apesar do anúncio de corte de R$ 50 bilhões no Orçamento e da previsão de aperto do crédito para este ano, especialistas apostam no crescimento contínuo do setor para 2011.

Para o presidente do Sindimóveis, José Maria, o setor seguirá aquecido e valorizado em Fortaleza, principalmente por conta dos investimentos para a Copa do Mundo em 2014 e propagandas turísticas do Ceará exibidas em outros estados.

ENTENDA A NOTÍCIA

Para alguns economistas, o valor de imóveis em algumas regiões de Fortaleza, como o Cocó, chegaram ao máximo. Empresários do setor imobiliário afirmam que habitação vai seguir aquecendo em 2011. 

(André Teixeira – O Povo Online)

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