Uma varredura realizada na manhã deste sábado na Assembleia Legislativa do Paraná descobriu três centrais de escutas clandestinas montadas nos gabinetes do presidente da Casa, deputado Valdir Rossoni (PSDB), e do primeiro secretário, deputado Plauto Miró (DEM). Os equipamentos foram apreendidos pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), da Polícia Civil, e encaminhados para perícia técnica da Polícia Científica.

Por meio da assessoria de comunicação, Rossoni responsabilizou a antiga equipe de segurança por não ter detectado e desmontado o esquema. Os antigos seguranças, que exerciam cargo de confiança, foram exonerados na última segunda-feira. Em razão da exoneração, a Polícia Militar ocupou o prédio e passou a fazer a segurança dos deputados e funcionários.

“Ou os seguranças foram negligentes no trabalho ou coniventes com o crime”, disse o deputado. “Armaram essa estrutura para tentar fazer algo contra nós, veja o grau de bandidagem a que o Paraná chegou.”

Segundo o presidente, a varredura foi feita a conselho do chefe do gabinete militar da presidência, tenente-coronel Arildo Luís Dias. “Doa a quem doer, vamos até as últimas consequências com as investigações para apurar todas as irregularidades cometidas na Assembleia”, assegurou o presidente.

O técnico em dispositivos eletrônicos da empresa de segurança Embrasil, Antônio Carlos Walger, considerou os equipamentos “incomuns” e de “alta tecnologia”. De acordo com ele, são israelenses, custando entre R$ 20 mil e R$ 50 mil, e foram instalados recentemente no forro das salas.

(Agência Estado)