Um jornalista egípcio baleado durante as manifestações contra o presidente Hosni Mubarak morreu nesta sexta-feira, informou um jornal estatal.

Ahmed Mohammed Mahmud, de 36 anos, faleceu após permanecer em coma por quatro dias, de acordo com o jornal Al Ahram.

Segundo o Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ, em inglês), com sede em Nova York, Ahmed Mohamed Mahmud é o primeiro jornalista a perder a vida desde que, no dia 25 de janeiro, começou a revolta popular contra o regime do presidente egípcio Hosni Mubarak.

O repórter, que trabalhava para o jornal Al Taawun, editado pela fundação pública Al Ahram, foi atingido por um tiro de um franco-atirador na última semana, quando tirava fotografias a partir de seu apartamento, situado perto da praça Tahrir, no Cairo, epicentro das manifestações antigovernamentais.

O CPJ registrou em uma semana pelo menos 101 ataques diretos a jornalistas ou aos escritórios dos meios de comunicação.

“É impressionante que o governo siga enviando vândalos e policiais à paisana para atacar jornalistas e saquear os escritórios dos meios de comunicação”, declarou Mohamed Abdel Dayem, coordenador do CPJ para o Oriente Médio e o norte da África.

Muitos jornalistas estrangeiros foram atacados, detidos ou intimidados na quarta e quinta-feira.

O ministério de Informação egípcio afirmou nesta sexta-feira à noite que as afirmações de que as autoridades estavam por trás dos ataques a jornalistas eram “falsas”.

(Agência AFP)