Vão ser retomadas, no próximo dia 18, as buscas para encontrar os destroços do Airbus A330-200 da Air France, que se despenhou no Oceano Atlântico, a 31 de Maio de 2009, após ter levantado voo do Rio de Janeiro com destino a Paris.


As três fases anteriores das pesquisas em alto mar permitiram vasculhar uma área de sete mil quilómetros quadrados. Contudo, não foi possível localizar os destroços e, assim, ter acesso às caixas-negras do avião.

Agora, a França decidiu financiar uma quarta operação, orçada em 9,1 milhões de euros, a qual cobrirá uma área de mais 10 mil quilómetros quadrados, que ainda não foram investigados nas fases anteriores.

Recorde-se que o avião cumpria com o voo AF447 e levava 229 pessoas a bordo. As causas da queda do avião continuam ainda por esclarecer, razão pela qual as autoridades francesas e os familiares das vítimas pretendem encontrar as caixas negras.

Jean-Paul Troadec, director do Serviço de Análises e Investigações, afirmou que as correntes marítimas existentes impedem um cálculo correcto do local para onde a fuselagem possa ter sido arrastada. “Estamos a utilizar os melhores meios técnicos. Não podemos fazer mais do que isso. Se não encontrarmos o avião agora, precisaremos esperar que surjam novos meios técnicos para realizar outras buscas”, realçou.

Nesta quarta fase de investigações, serão utilizados três submarinos-robôs Remus e um navio, o Alucia, que chegará ao porto de Suape, a sul da cidade de Recife, no Brasil, a 14 de Fevereiro.

(Portal Jn – Portugal)