Após dois anos em processo de aquisição, a nova arma da Polícia Militar contra o crime – um helicóptero blindado – deve chegar ao Rio de Janeiro nesta sexta-feira. A aeronave é a primeira da corporação a ter a estrutura totalmente blindada e foi adaptada para atender às necessidades das operações em favelas e outros tipos de ocorrências. O helicóptero também é o primeiro da frota de 16 aeronaves previstas para a PM até os Jogos Olímpicos de 2016.

O modelo Huey, da empresa americana Bell, é parecido com o utilizado atualmente pela Polícia Civil, mas sofreu algumas alterações a pedido da PM. O helicóptero custou R$ 6,9 milhões.

Camuflagem
Uma das mudanças mais marcantes é a cor, totalmente diferente do azul escuro das outras duas aeronaves da corporação. O aparelho foi pintado de Natu Green, uma tonalidade esverdeada à primeira vista, mas que se altera dependendo do ângulo. A cor é uma espécie de camuflagem que se adapta ao ambiente e torna difícil a identificação do veículo.

A modificação foi pedida para que a aeronave possa atuar em qualquer tipo de operação, evitando virar alvo de ataques, como o que derrubou o modelo Esquilo da PM, no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, em outubro de 2009.

Bem maior que os helicópteros da frota atual da corporação, ele tem a capacidade para transportar até 13 homens, sendo dois pilotos e 11 passageiros. Além de apoiar ações com o Batalhão de Operações Especiais (Bope), também poderá atuar em resgates, como os que a PM realizou mês passado na região serrana. Entre os apetrechos instalados na aeronave estão um guincho e gancho para transporte da tropa e de equipamentos.

Equipado para ações noturnas
Outra novidade do helicóptero blindado são equipamentos que permitem operações noturnas. Quatro pilotos do Grupamento Aéreo e Marítimo (GAM) receberam treinamento especial na fábrica do helicóptero, nos Estados Unidos, para comandar a máquina.

Apesar de já estar pronta para uso, inclusive com a inscrição da Polícia Militar pintada na cauda, a aeronave ainda não tem data prevista para a estreia. Para estar habilitada para voos, é necessário fazer a homologação pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O procedimento, que também é feito pela fábrica, precisa ser realizado no Brasil e ainda não foi marcado.

(Portal Terra)