O açude do prefeito de Tangará (86 km de Natal), Jorge Eduardo Bezerra (PSB), corre risco de romper e alagar as cidades Boa Saúde, Lagoa Salgada, Nísia Floresta, Monte Alegre e São José de Mipibu, no Rio Grande do Norte. Juntas, elas têm pouco mais de 100 mil habitantes.

Uma rachadura que havia na parede de contenção do açude aumentou no sábado (29) depois que a água infiltrou-se no muro de barro.

De acordo com a Defesa Civil, o rompimento pode ocorrer caso volte a chover. O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) prevê para a região sol com pancadas de chuva até sexta-feira (4).

Uma parte do muro de contenção da represa havia rachado no dia 24, após outros dois açudes próximos romperem com as chuvas que atingiram o Rio Grande do Norte. O açude de Guarita recebeu a água deles, transbordando e rachando.

No sábado, a situação se agravou. A parte de cima do muro cedeu e um buraco de cerca de 2,5 metros se abriu.

Técnicos do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), do DER/RN (Departamento de Estradas de Rodagem) e da Defesa Civil estão repondo o barro do muro com sacos de areia.

O diretor de operações do DER, Jonas Barbosa, disse que as obras são emergenciais e que a recuperação do reservatório é de responsabilidade do dono do açude, o prefeito de Tangará.

O reservatório fica em uma propriedade de Bezerra. Ele afirmou que cerca de 200 pescadores dependem da represa como fonte de renda e que eles não são cobrados por pescarem no local. O prefeito disse que os projetos para consertar o muro definitivamente estão sendo feitos.

A cidade de Tangará não corre risco de ficar alagada porque está acima do açude. A represa tem capacidade para cinco milhões de metros cúbicos de água e seu muro de contenção tem cerca de 20 metros de altura.

(Folha Online)

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