Além de reduzir a taxa de desemprego a quase metade em oito anos, o Brasil conseguiu formalizar o mercado de trabalho num ritmo ainda maior que o da criação de vagas. De 2003 – o primeiro ano completo da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE) – a 2010, o número de trabalhadores com carteira assinada aumentou 38,7%. No mesmo período, o população ocupada cresceu 18,9%.

“A grande característica do mercado de trabalho neste período de oito anos foi a formalização. A carteira assinada é quase que um passaporte para as classes menos favorecidas e cresceu mais entre os mais pobres e no Nordeste”, afirmou o coordenador da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, Cimar Azeredo.

Das seis regiões metropolitanas investigadas pelo IBGE, o Recife foi a capital onde a formalização mais cresceu, num avanço de 57,3%. Belo Horizonte (53,21%), Salvador (48,5%), São Paulo (39,2%) Porto Alegre (33,6%) e Rio (26,4%) também mostram esta tendência.

Entre os segmentos pesquisados, a construção civil foi a que mais aumentou a formalização entre os trabalhadores. Em 2003, 25,5% dos empregados tinham carteira de trabalho assinada. O percentual saltou para 36,8% em 2010. No entanto, o setor continua sendo o mais informal entre os demais, com a maioria dos trabalhadores sem carteira.

A indústria, o setor da economia mais formalizado do mercado, a participação dos empregados com carteira passou de 60,7% para 66,7% em oito anos. Já no comércio, a participação dos trabalhadores formalizados cresceu de 39,7% para 49,2% – um grande salto segundo o IBGE. No segmento que abrange serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira a formalização passou a atingir 67,8% dos trabalhadores – em 2003 a taxa era 60,3%.

Em oito anos, o IBGE contabilizou a criação de 3,5 milhões de postos de trabalho nas seis principais regiões metropolitanas do País. O aumento de quase 19% da população ocupada supera o aumento da População em Idade ativa (PIA), de 11% no mesmo período. O total de desempregados recuou de 2,6 milhões para 1,6 milhões de pessoas, enquanto a taxa de desemprego despencou de 12,5% para 6,7%.

(Último Segundo)

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