O governo de Minas Gerais vai criar 1.314 cargos comissionados (de preenchimento sem concurso) nos próximos quatro anos.

O número representa um acréscimo de 7% no total de comissionados do Estado, mas a administração de Antonio Anastasia (PSDB) defende que a ampliação da estrutura é necessária e terá um impacto baixo no orçamento.

Dos cargos a serem criados, 580 estão destinados ao sistema prisional e devem demorar mais para serem preenchidos, de acordo com a secretária do Planejamento do Estado, Renata Vilhena.

“Estamos construindo 144 novos presídios, mas só vamos convocar o pessoal quando eles estiverem prontos”, disse.

“Já do restante dos cargos, a expectativa é preencher 60% já este ano”, completou.

A Saúde e a Integração do interior do Estado são as áreas mais atingidas. Também foram criadas secretarias especiais para o planejamento da Copa do Mundo de 2014 e para cuidar da região metropolitana da capital mineira.

Segundo o governo, se todos os cargos fossem ocupados imediatamente, o impacto na folha salarial do Estado seria de R$ 54 milhões por ano, ou 0,25% do orçamento gasto com pessoal.

Em outros Estados, governadores que assumiram no começo do mês tomaram como primeiras medidas o corte de comissionados para poupar gastos.

Em Rondônia, Confúcio Moura (PMDB) anunciou que iria reduzir o número de comissionados de 7.960 para no máximo 4.000.

(Folha Online)