A prostituta de luxo Nadia Macri afirmou nesta quinta-feira a um programa de TV italiano que foi convidada para um jantar na residência do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, com a marroquina Ruby R. e seis brasileiras.

Macri afirmou ao programa “Annozero”, do canal de TV RAI, que elas participaram de um jantar na casa de Berlusconi em Arcore (Milão), no dia 24 de abril de 2010. Na lista de convidados estavam ainda, afirma Macri, os amigos de Berlusconi Lele Mora e Emilio Fede.

A prostituta Nadia Macri diz ter ido a jantar de Berlusconi com dançarina marroquina e mais seis brasileiras

“Entrei na mansão de Arcore e havia apenas uma mulher esperando. Ela tinha a pele escura, tipo indiana, muito bonita, muito alta e muito magra. Permanecemos juntas em uma sala e pouco depois chegou Lele Mora com cinco, seis brasileiras, também muito belas”, contou Macrí, segundo o jornal “Corriere della Sera”. A certo ponto, continua, chegou Berlusconi e Emilio Fede.

As mulheres jantaram e, em seguida, desceram a outro andar onde havia uma discoteca. Lá, começaram a dançar, beber e tirar suas roupas. Macri conta que a marroquina Ruby, na época com apenas 17 anos, estava bêbada e também ficou nua.

As mulheres seguiram para uma piscina coberta, “onde se uniu a nós o primeiro-ministro, que estava nu”. “Ficamos todos juntos, rindo, brincando e nos tocando”, detalhou a prostituta, ainda segundo o “Corriere”.

Por fim, elas foram a um quarto com uma cama de massagens. Berlusconi dizia “venha a próxima, venha a próxima”, conta, “e a cada cinco minutos abríamos a porta e consumávamos o ato sexual. Uma por vez”.

Macri afirma que ela recebeu 5.000 euros (R$ 11.300) pessoalmente de Berlusconi, assim como a marroquina Ruby. Ela não afirmou se as brasileiras receberam o mesmo valor.

A prostituta de luxo deve ser ouvida nesta sexta-feira no inquérito aberto pela Promotoria de Milão contra Berlusconi por suposto crime de incitação à prostituição de menores e concussão pelo caso de Ruby.

Macri já aparecera na imprensa em novembro passado, quando afirmou ter mantido relações com Berlusconi em troca de 10 mil euros (R$ 22.600). O primeiro-ministro nega as acusações, diz nunca ter pago por sexo e acusa a oposição de complô.

(Agência EFE)