Colégios particulares de São Paulo –do ciclo infantil e de ensino fundamental– cobram de forma compulsória o pagamento de tarifas de material escolar que podem chegar a R$ 1.200. A informação é de reportagem de Talita Bedinelli publicada na Folha deste sábado.

De acordo com entidades de defesa do consumidor, essa cobrança é ilegal.

Como as escolas não dão alternativa para pesquisa de preços e não especificam como esse dinheiro será gasto, o Procon-SP qualifica a prática de “venda casada”.

Exigir que pais adquiram produtos de determinada marca ou que a compra se dê na papelaria da própria escola ou em outra indicada obrigatoriamente é outra prática comum e ilegal, segundo o Procon. Os colégios podem ser multados.

Livrarias oferecem benefícios, até em dinheiro, para ser indicadas por colégios.

As escolas dizem buscar ajudar os pais. Apuração com 17 escolas mostra que 13 cobram a tarifa.

Carlos Cecconello/Folhapress
Paula Áquila compra material escolar com a filha Júlia, aluna da escola Carandá (zona sul de São Paulo)
Paula Áquila compra material escolar com a filha Júlia, aluna da escola Carandá (zona sul de São Paulo)
Editoria de Arte/Folhapress

(Folha Online)