BRASÍLIA – Até fevereiro, o Banco do Brasil (BB) fechará a compra de um banco nos Estados Unidos (EUA), o primeiro da estatal no mercado onde residem mais brasileiros fora do país, quase 1,5 milhão de pessoas. A instituição que está sendo adquirida fica na região de Miami, anteciparam fontes ao GLOBO, é de pequeno porte, com cerca de dez agências, e perfil voltado a clientes de alta renda e empresas. Mas esse não será o foco da estatal, que pretende usar a estrutura desse banco como uma espécie de plataforma, tanto operacional quanto tecnológica, para expandir seus negócios pelo território americano – inclusive utilizando a marca BB.

A investida na compra do banco não exigirá grandes quantias do BB, que ainda assim fará investimentos importantes para ampliar sua atuação nesse novo mercado. A ideia é atender os brasileiros com serviços semelhantes aos oferecidos no Brasil e também as empresas nacionais que atuam no exterior, por meio de um crescimento orgânico.

No fim do ano passado, O GLOBO antecipou a negociação do BB com uma instituição na Flórida. O banco brasileiro também analisou outras instituições no mercado americano, nas regiões da Califórnia e de Nova York, onde também há concentração de brasileiros. Mas decidiu-se por Miami.

Início da operação em Angola e Cabo Verde será em 60 dias

Além da entrada nos EUA, a estatal federal começará suas operações na África, por meio da parceria já firmada com o português BES e o Bradesco. Concretizadas essas etapas, o BB voltará seus esforços de internacionalização para o mercado da América do Sul.

O presidente do BB, Aldemir Bendine, informou ontem que, dentro de 60 dias, deve dar início às operações na África, possivelmente em Angola e Cabo Verde, países de língua portuguesa, já como desdobramentos do recente acordo fechado com o português BES – que possui forte atuação naquele continente – e o Bradesco.

– Ainda vamos discutir como será a participação acionária (nesses empreendimentos) – afirmou Bendine, acrescentando que a atuação do BB na África será em todas as áreas, inclusive no varejo.

As ações do BB na África, no entanto, não vão envolver aquisições de controles de instituições, como será nos EUA e na América do Sul.

(O Globo Online)

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