ROMA, 19 JAN (ANSA) – Cerca de uma em cada três famílias italianas correm o risco de cair na criminalidade, o que representa uma diminuição do índice em comparação com os dados de 2009, mas um em cada cinco jovens italianos não estuda nem trabalha.

Este são alguns dos dados levantados pelo Instituto Nacional de Estatística (Istat, em italiano) durante 2010. De acordo com o estudo publicado hoje, “Nós, Itália. 100 estatísticas para entender o país em que vivemos”, a comparação com os dados do ano anterior demonstra “uma diminuição de outros dois pontos percentuais [de 29% para 27,1%] da percepção do risco de criminalidade sobre todo o território nacional”.

Porém, de acordo com a região, esta proporção muda. Em Campânia, no centro-sul da Itália, o risco de criminalidade é o maior do país, 40,2%, enquanto o menor risco foi registrado em Basilicata, também ao sul, com 5,2%.

Segundo o Istat, a juventude não está incluída na educação escolar, nem no mercado de trabalho, e os incluídos representam “pouco mais de dois milhões, 21,2% dos jovens entre 15 e 29 anos”. A proporção de exclusão dos estudos e do trabalho entre os jovens na Itália é a mais elevada da Europa, de acordo com dados de 2009.

Nesse mesmo ano, “as famílias em condições de pobreza relativa equivaliam a 10,8% das famílias residentes” no país, o que representa 7,8 milhões de indivíduos pobres e 13,1% da população residente, segundo o estudo. A pobreza absoluta, por sua vez, abrangia 4,7% das famílias e um total de 3,1 milhões de pessoas.

O panorama regional evidencia a desigualdade entre a parte continental e a insular da Itália, “com valores de incidência maiores que o dobro em comparação com a média nacional”. No sul do país, as famílias em situação de pobreza relativa são 22,7% entre as residentes, contra 4,9% no norte e 5,9% no centro, e as que estão em situação de pobreza absoluta representam 7,7%, contra 3,6% e 2,7%, respectivamente.

Segundo as estatísticas levantadas, um em cada cinco empregos no sul da Itália é ilegal, e na agricultura, um em cada quatro o são, enquanto em todo o país, a quantidade deste tipo de posto de trabalho é de 11,9%. A região com mais empregos ilegais é a Calábria, no extremo sul do país, com 26,6%, e a com menos é a Emilia-Romagna, no norte, com 8,5%. Estes dados são relativos a 2008.

Cerca de 45% dos desempregados estão procurando emprego há mais de um ano na nação europeia, que registra a maior taxa de desemprego da União Europeia (UE), cuja média neste quesito é de 27%. Entre as mulheres, a taxa de desemprego foi ainda maior em 2009: 48,9%, o segundo maior índice da UE, atrás apenas de Malta.

Com relação aos dados educacionais, o instituto verificou que, durante ao menos um ano, 47% dos italianos leram ao menos um livro. Além disso, “pouco mais de um italiano em cada dois [55%] lê um jornal ao menos uma vez por semana, e pouco mais de um em cada cinco utiliza a internet para ler (…) jornais, notícias ou revistas”.

O estudo também revelou que a Itália tem mais idosos do que jovens. “Em primeiro de janeiro de 2020, eram 144 idosos para 100 jovens”. “Na Europa, apenas a Alemanha apresenta um índice de velhice tão acentuado”, comenta o Istat.

A vida média dos italianos é de 84,1 anos para as mulheres e de 78,9 anos para os homens, tendo havido um aumento médio de 2 anos e 1,3 ano para cada sexo entre 2008 e 2009, respectivamente. Estes são os níveis mais altos entre todos os países da UE.

(ANSA)

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