Rio – A possibilidade de um 13º signo ser incorporado ao zodíaco causou polêmica entre astrônomos e astrólogos esta semana. Se ele fosse incluído no zodíaco, parte da população teria seus signos e mapas astrais alterados.

A confusão começou na quinta-feira, quando o astrônomo norte-americano Parke Kunkle declarou à rede de TV NBC que mudanças no alinhamento da Terra em relação ao Sol desde a época dos primeiros estudos astrológicos, feitos há mais de 3 mil anos, poderiam alterar a ordem dos períodos em que cada signo começa. Além disso, o cientista sugeriu que a constelação de ophiuchus, por onde o astro rei costuma passar entre 30 de novembro e 17 de dezembro, fosse incluída na lista do zodíaco, sob o nome de serpentário.

O astrônomo Luís Guilherme Haun, do Planetário da Gávea, explica que não houve nenhuma mudança no alinhamento da Terra e que a constelação de ophiuchus pode ter sido confundida com a casa seguinte, escorpião. “Cada constelação tem um tamanho diferente e a de escorpião é pequena, bem estreita”, avalia. Sem acreditar em astrologia, ele diz que o sol fica mais tempo em ophiuchus do que em escorpião, mas que a alteração obrigaria os astrólogos, que dividem os 360° da linha percorrida pelo astro, refazerem os estudos.

A astróloga de O DIA Mônica Horta garante que ophiuchus não influencia as casas do zodíaco. “As constelações são só pontos de referência. A astrologia se preocupa com a qualidade do tempo e se baseia nas estações do ano”, conta.

(O Dia Online)