Por Miguel Arcanjo Prado

O clima é de medo e de apreensão nas redações da Cultura e do SBT. O motivo é o temor de começar o ano desempregado, com a onda de demissões nas duas emissoras no começo desta semana.

Na emissora estatal, três jornalistas perderam o emprego nesta terça (4): o chefe de redação, Evaldo Dell’Omo, que estava na TV há 26 anos, e dois editores de texto – Roberto Chaves e Rui Rebelo, este há 24 anos no canal.

A Cultura afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que as três demissões fazem parte de ajustes do coordenador de jornalismo, Celso Kinjô, “que assumiu em setembro do último ano e só agora pôde fazer as mudanças necessárias para montar o seu time”.

A emissora prometeu que não haverá novos cortes.

Com a dança das cadeiras, a editora-chefe do Jornal da Cultura, Marília Assef, passou a assumir também a chefia de redação.

Na emissora de Silvio Santos, com a extinção do noticiário policial Boletim de Ocorrências, foram cortados dez jornalistas na última segunda-feira (3).

Luiz Gonzaga Mineiro, diretor de jornalismo do SBT, disse ao blog que “as demissões foram inevitáveis”. Ele também afirmou que não pretende reduzir mais a sua equipe.

O blog teve a informação de que a equipe do SBT Repórter também sofreu cortes, no fim do ano passado. Mineiro negou e afirmou que “acaba de contratar dois jornalistas” para o programa.

(Blog da Fabiola Reipert)

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