O governo da presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quinta-feira a criação de um programa de erradicação da pobreza extrema no Brasil, que terá, segundo o Planalto, os moldes do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

O grupo de trabalho terá a participação de oito ministérios, mas será comandado pela ministra Tereza Campello, do Desenvolvimento Social.

Por enquanto, Campello só adiantou que 'a ideia é construir um programa de investimentos baseado na inclusão produtiva e na ampliação da rede de benefícios da transferência de renda.

Em coletiva após a primeira reunião interministerial do novo programa, Campello falou que foi montado um comitê gestor do projeto e que Dilma quer um modelo de gestão como o do PAC, com metas claras.

'Vamos organizar o desenho geral do programa para apresentar à sociedade (…) e apresentar metas para que vocês (jornalistas) possam nos cobrar, afirmou a ministra.

Ela e a secretária-executiva do programa, Ana Fonseca, disseram que o projeto ainda não tem nome, mas que 'não é um Fome Zero, não é uma soma de programas.

A erradicação da miséria foi citada por Dilma, em seu discurso de posse, como uma das prioridades de seu governo.

Segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), em dados divulgados em meados de 2010, 13,1 milhões de brasileiros ainda vivem na pobreza extrema (com renda domiciliar per capita de até um quarto de salário mínimo mensal).

Participaram da reunião com Dilma, além de Campello, os ministros Guido Mantega (Fazenda), Antonio Palocci (Casa Civil), Miriam Belchior (Planejamento), Alexandre Padilha (Saúde), Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional), Fernando Haddad (Edução) e Mário Negromonte (Cidades).

(O Globo Online)