Angela Merkel, a chanceler alemã, e Nicolas Sarkozy, o Chefe do Estado francês, foram duas das personalidades que, em telegramas, manifestaram ao Presidente egípcio o seu repúdio pelo atentado contra a igreja copta de Alexandria, ao mesmo tempo que exigiam a Hosni Mubarak que tomasse medidas para evitar novo ataque. Porém, Merkel e Sarkozy correm o risco de que algo semelhante aconteça nos seus países, cujas comunidades cristãs coptas, também minoritárias, foram ameaçadas pela Al-Qaeda.

Stefan Paris, porta-voz do Ministério do Interior alemão, confirmou que o bispo copta Anba Damian tinha alertado o Executivo de Berlim para possíveis ameaça contra os coptas no país, nomeadamente por ocasião do Natal ortodoxo que se celebra na noite de quinta para sexta-feira.

Em conferência de imprensa, Stefan Paris adiantou que o bispo enviara uma carta ao Governo antes ainda do atentado de Alexandria. “A polícia está a procurar determinar o nível de perigo” que correm os seis mil coptas na Alemanha, disse Stefan Paris.

Em declarações ao diário Bild, o bispo afirmou que a “internet está cheia de ameaças do género contra nós. A polícia criminal alertou–nos várias vezes para eventuais ataques de muçulmanos radicais. Escrevi ao Ministério do Interior para pedir protecção”.

Por seu turno, a polícia de Paris reforçou a segurança junto às igrejas ortodoxas e lançou uma investigação após ter recebido uma queixa por ameaças terroristas, dois dias após o atentado de Alexandria. “Estas ameaças não são fantasia. Aqui, somos livres, não podemos aceitar estas ameaças”, disse o padre Girguis Lucas, da paróquia de Santa -Maria e S. Marcos de Châtenay-Malabry, nos arredores de Paris, e que conta com cinco mil fiéis coptas. No total, a França tem 250 mil cristãos coptas.

O padre Lucas contou ter apresentado queixa à polícia após ser alertado por um dos seus fiéis para “as ameaças lançadas na internet por mujahidines islâmicos que anunciam outros atentados na Europa e mais particularmente em França e que citam a nossa igreja”.

(Portal Sapo)