O Século XXI não será dominado por Estados Unidos, China, Brasil ou Índia, mas por suas cidades. Num momento em que parece inconcebível, as cidades, mais do que os Estados, estão se convertendo em ilhas de Governos onde indubitavelmente o futuro da ordem mundial. Este novo mundo não é – ou não será – uma aldeia global, mas uma rede de várias aldeias diferentes.


Mais da metade do mundo vive em cidades, e a percentagem está crescendo rapidamente. Segundo dados do Banco Mundial, apenas 100 cidades representam 30% da economia mundial. O PIB de Nova York é maior que 46 economias da África Subsaariana combinadas.


Muitas capitais mundiais evoluíram e se adaptaram ao ritmo frenético deste século. E desta forma, Paris, Londres, Hong Kong e Nova York recebem mais turistas que toda a Índia. Estas cidades são os eixos da globalização, e seu vibrante crescimento descansa no dinheiro, no conhecimento e a estabilidade. Estas são as cidades globais da atualidade.

Então, o que torna uma cidade global? Segundo a revista Foreign Policy e o The Chicago Council, idealizadores do índice das cidades globais, não é apenas o seu tamanho. O índice tem como objetivo medir o quanto uma cidade tem influência sobre o que acontece além de suas fronteiras e sua influência na integração com os mercados mundiais, cultura e inovação.

Nova York lidera a lista, pese a que em número de habitantes é sexta a nível mundial, e com relação ao PIB fica na segunda colocação, depois de Tóquio. É que o estudo também leva em consideração os museus, número de embaixadas, organizações políticas, aeroportos e portos, além de hotéis.

Nova York está topo da globalização ao lado de Chicago (6°) e Los Angeles (7°). Da Europa se apresentam Londres (2º) e Paris que ficou na quarta colocação. Entre as dez primeiras, cinco são da Ásia Pacífico. Tokio é a melhor classificada, em 3° lugar, seguida por Hong Kong (5°), Cingapura (8°), Sydney (9°) e Seul (10°). A lista está composta por 65 cidades com mais de um milhão de habitantes. Quase a metade do total são cidades asiáticas. Da América Latina apenas se qualificaram seis.

Do Brasil, surgem São Paulo no 35° lugar e Rio de Janeiro no 49°. A melhor colocação na região é de Buenos Aires (22°). Mais atrás, Cidade do México (30°), Bogotá (54°) e Caracas (55°).

Nova York
Tókio
Londres
Paris
São Paulo

E qual é a importância de uma cidade Global?
E justamente nas cidades globais onde se concentram as transações financeiras, onde estão as sedes de grandes companhias ou sucursais de empresas multinacionais, importantes universidades e centros de pesquisa.

Assim, as cidades globais têm a infraestrutura necessária para a realização de negócios nacionais e internacionais, tais como aeroportos e/ou portos, bolsas de valores e sistemas de comunicação avançados, além de uma ampla rede de hotéis, bancos, centros de convenções, eventos e comércio.
A revista Foreign Policy, para consolo de muitos, faz o prognóstico de que em 2020, cidades de economias emergentes como a Cidade do México, São Paulo, Buenos Aires, Xangai, Mumbai, Istambul e Manila estarão entre as 30 cidades globais.

(O Povo Online)