Às vésperas de deixar o governo após oito anos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou aprovação pessoal recorde de 87%. A informação é da pesquisa do Instituto Sensus encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgada nesta quarta-feira. O patamar atingido pelo mandatário petista é o maior também comparado com o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso, seu antecessor.

Ao final da gestão com a maior aprovação da República, Lula é pessoalmente desaprovado por 10,7% dos entrevistados. Outros 2,4% não souberam informar posição sobre o desempenho pessoal do chefe do Executivo federal.

A avaliação do governo em geral – de 83,4% – também é considerado o maior patamar desde 2003, primeiro mandato do petista. Quando medido o nível de satisfação com o governo Lula, 13,7% consideram a gestão “regular” e 2,2% a creditam como “negativa”.

A pesquisa CNT/Sensus ouviu 2 mil pessoas entre os dias 23 e 27 de dezembro. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais.

Quase 70% acreditam que Dilma terá governo ótimo ou bom – A pesquisa apontou também que 69,2% dos brasileiros acreditam que a presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), terá um governo “ótimo” ou “bom”. A expectativa pela próxima gestão é projetada como “ótima” por 27,7% dos entrevistados, ao passo que outros 41,5% consideram que a petista sucessora de Lula terá um governo “bom”.

Do total de pessoas que responderam ao levantamento, 6,4% acreditam que Dilma fará um governo negativo. Dos que responderam à pesquisa, 17,6% apontaram como potencialmente “regular” o próximo governo federal.

Ungida como candidata governista na corrida pelo Palácio do Planalto, Dilma Rousseff representa a continuidade da gestão lulista para 65,0% dos entrevistados. Do ponto de vista econômico, 43,7% dos entrevistados consideram que o Brasil, nos quatro anos do governo da ex-ministra da Casa Civil, “vai desenvolver muito”, ao passo que 39,8% acreditam que “vai desenvolver um pouco”.

Quando medido o caráter social do próximo governo federal, 43% disseram que o Brasil avançará muito neste quesito. Outros 39,8% estimam que vai desenvolver apenas “um pouco” neste critério.

(Portal Terra)

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