A disputa à sucessão em Maracanaú (Região Metropolitana) deverá ser iniciada esta semana, diante da divulgação do novo secretariado de Cid Gomes. É que os holofotes no município estão voltados para a Ceasa, quando três grupos lutam pela indicação do futuro presidente. Todos ligados ao governador.

O primeiro é do deputado reeleito Hermínio Resende (PSL), que, apesar do partido não compor a coligação que reelegeu Cid Gomes, sempre se mostrou um aliado.

O segundo é o do ex-prefeito e atual deputado Júlio César (PSDB), um dos tucanos “jurados” de expulsão por infidelidade partidária pelo apoio a Cid Gomes. Mesmo não concorrendo a reeleição, impedido pela lei Ficha Limpa, elegeu o filho Julinho (PTN) à Assembleia Legislativa.

O terceiro é o da nova liderança do município, Professor Vasconcelos, que reorganizou o partido do governador (PSB) em Maracanaú.

Os grupos de Hermínio Resende e de Vasconcelos acreditam que o governador Cid Gomes deverá seguir a tendência nacional, sobre a lei Ficha Limpa, que evita a nomeação de políticos impedidos de concorrer a eleição de outubro último. A Ceasa é vista em Maracanaú como uma porta de entrada à Prefeitura.

Maracanaú passou a ser uma das prioridades do governador, depois que o prefeito Roberto Pessoa (PR) se mostrou um ferrenho opositor a Cid Gomes, na condição de coordenador da campanha de Lúcio Alcântara (PR) ao Governo do Estado. Os ânimos entre os Ferreira Gomes e o prefeito de Maracanaú chegaram a insultos e empurrões, durante um dos debates na tevê. Maracanaú é o segundo município do Estado em arrecadação.

(Blog do Eliomar)

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