O mundo está muito mudado. Vejamos, por exemplo, as comemorações do Natal. Nessa data, ao contrário do que deveria ser feito, comemora-se ou se faz apologia ao Papai Noel. Existe uma tremenda veneração a essa criação do consumo, talvez a mais inteligente figura do marketing do capitalismo, ou pensando de outra forma, a segunda, depois do famoso refrigerante de cola, que inclusive tem as mesmas cores do velhinho Noel.

Bem, na verdade, esquecem que nesta época a verdadeira homenagem ou lembrança deve ser dada ao nascimento de Jesus Cristo. Engraçado é que não tem a história: “será que Papai Noel existe?”. Bem sabemos que isso fica no imaginário, sonho de ganhar presentes das pessoas, notadamente das crianças. Diferentemente, Jesus existiu. Mas como trocamos o homenageado, o lembrado sendo o velhinho de barbas brancas que sequer existe? As questões sem dúvidas são outras. Uma delas, a econômica, ou seja, a existênciado mito Papai Noel rende muito dinheiro na estação natalina. A publicidade do senhor capaz de voar num trenó com renas e distribuir alegria na forma de presentes é extraordinária.

O capitalismo criou algo fantástico que alienou a cabeça do mundo. Criou templos do consumo, os shopping centers, a árvore de Natal, a ceia natalina e muitas e muitas crianças enfeitiçadas pelos presentes, comidas e o brilho desse festejo, que é quase mundial.

A questão da economia é o consumo, o lucro dessa época, pois as pessoas enlouquecem e aquecem exacerbadamente o comércio. Confesso que consumir é bom, ganhar presentes melhor ainda, além de se deliciar com as farturas natalinas: panetones, perus, doces…

Sem dúvida o Natal é uma festa belíssima, talvez a mais bonita, porque ela tem algo de sublime: reunir os familiares (que dificilmente se encontram todos no ano) numa comilança e trocas de abraços, beijos e presentes. A crítica é está e não diminuiria a festa, embora o certo fosse prestar as homenagens ao símbolo da festa, Jesus Cristo. Aliás, algo melhor aconteceria nesse caso, seríamos menos consumistas, deveras mais amorosos e solidários do que já somos neste período, valorizaríamos mais o ser do que o ter.

Você duvida disso? Então continue acreditando no Papai Noel. O mundo vai melhorar assim. Ah, se vai!

Fonte:  http://pe360graus.globo.com/educacao/

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