Sete nomes são aguardados para encerrar a montagem do ministério da presidente eleita Dilma Rousseff. O PT, com 14 nomes, e o PMDB, com seis, têm a maior representação e ocuparão os postos considerados estratégicos no próximo governo. O PSB, partido de Ciro Gomes, ainda não teve nenhum nome confirmado no governo e praticamente dobrou o número de governadores nas últimas eleições. No pleito, o PSB fez governadores em seis estados: Espírito Santo, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Piauí e Amapá. O partido também ampliou sua bancada dos atuais 27 deputados no Congresso para 34 a partir de fevereiro.

Na segunda-feira (20), Dilma confirmou a permanência do ministro Alexandre Padilha, que deixa a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, para assumir a Saúde. A indicação apaga as chances de Sérgio Cortes assumir a pasta. O político foi uma indicação de Sérgio Cabral (PMDB-RJ), que acabou não confirmada.

Nos bastidores, a indicação de Ciro Gomes para o Ministério da Saúde era trabalhada como uma das hipóteses na montagem da equipe. Uma das possibilidades é que Fernando Bezerra Coelho (PSB) seja nomeado para o Ministério da Integração Nacional, segundo o jornal “Folha de S.Paulo”. De acordo com o blog do Noblat, a secretaria de Portos também deve ficar com o PSB.

Dilma ainda deve indicar outros sete nomes para concluir a sua equipe de governo. Ainda precisam ser definidos os ministros do Desenvolvimento Agrário e da Integração Nacional, além do ministro-chefe Gabinete de Segurança Institucional e das secretarias de Relações Institucionais, Especial de Políticas para as Mulheres e Especial de Portos. Outro nome que deve ser indicado antes da posse é o do responsável pela Controladoria-Geral da União (CGU).

PT
Alexandre Padilha (PT) – Ministério da Saúde
Fernando Pimentel (PT) – Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
Fernando Haddad (PT) – Educação
Aloizio Mercadante (PT) – Ciência e Tecnologia
Ideli Salvatti (PT-SC) – Ministério da Pesca
Maria do Rosário (PT-RS) – Secretaria de Direitos Humanos
Paulo Bernardo (PT-PR) – Ministério das Comunicações
Antonio Palocci (PT-SP) – Casa Civil da Presidência
Gilberto Carvalho (PT-SP) – Secretaria-Geral da Presidência
José Eduardo Cardozo (PT-SP) – Ministério da Justiça
Guido Mantega (PT-SP) – Ministério da Fazenda
Miriam Belchior (PT-SP) – Ministério do Planejamento
Luiza Helena de Bairros (PT) – Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial
Tereza Campello (PT) – Ministério do Desenvolvimento Social

PMDB
Nelson Jobim (PMDB): Defesa
Edison Lobão (PMDB-MA): Ministério das Minas e Energia
Wagner Rossi (PMDB-SP): Ministério da Agricultura
Pedro Novais (PMDB-MA): Ministério do Turismo
Garibaldi Alves (PMDB-RN): Ministério da Previdência
Moreira Franco (PMDB-RJ): Secretaria de Assuntos Estratégicos

PDT
Carlos Lupi (PDT) – Trabalho

PR
Alfredo Nascimento (PR-AM): Ministério dos Transportes

PP

Mário Negromonte (PP) – Ministério das Cidades

PC do B
Orlando Silva Jr. (PC do B) – Ministério dos Esportes

Sem partido
Izabella Teixeira – Meio Ambiente
Ana de Hollanda – Ministério da Cultura
Helena Chagas – Secretaria de Comunicação Social
Alexandre Tombini – presidência do Banco Central
Luís Inácio de Lucena Adams – Advocacia Geral da União (AGU)
Antonio Patriota – Relações Exteriores

(Portal G1)