SANTIAGO — O incêndio que consumiu nesta quarta-feira o último andar de uma das cinco torres do presídio de San Miguel de Santiago e matou 81 presos, ferindo gravemente outros 14, foi intencional, segundo uma fonte do Ministério Público.

“Foi encontrada uma evidência que mostra a intencionalidade da origem do fogo”, afirmou em uma coletiva de imprensa o promotor Alejandro Pena, responsável pelas investigações do incêndio, que começou após as 05H30 local desta quarta-feira.

“Foram revisadas todas as imagens de segurança, as comunicações internas da polícia e o corpo de bombeiros está sendo ouvido”, disse o promotor Peña, sem dar mais detalhes da investigação.

O diretor nacional do sistema penitenciário, Luis Masferrer, declarou mais cedo que o incidente ocorreu “às 05h30 e às 05H37 foi dado o primeiro alerta. Começou com uma briga dentro da prisão”.

O governador de Santiago, Fernando Echeverría, confirmou que o número de prisioneiros mortos chega a 81 e mais de 200 detentos foram evacuados.

Os corpos dos presos estão no Instituto Médico Legal de Santiago para que sejam reconhecidos por suas famílias.

As autoridades advertiram que o número de falecidos pode aumentar, já que existem 14 feridos de extrema gravidade.

“Os 14 feridos estão em risco de vida por queimaduras”, disse o ministro da Saúde, Jaime Mañalich.

Centenas de familiares esperavam por informações sobre os mortos e feridos nos arredores da prisão de San Miguel.

A cadeia, com capacidade para 900 presos, contava com 1.900 no total, segundo dados da polícia. O Chile tem 53 mil presos.

(Agência AFP)