Fortaleza tem centro de controle de aproximação de voo modernizado. O novo sistema vai apoiar os controladores, que deverão operar com um crescimento de até 40% no movimento dos voos em período de férias e feriado prolongado.

Os novos equipamentos foram apresentados, ontem, pelo comandante do Terceiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta III), em Recife, coronel aviador João Batista Oliveira Xavier. Ele explicou que os novos equipamentos têm como principal vantagem manter uma fácil manutenção e obter maior número de informações, que leva o controlador a uma posição de gerenciador do sistema”, afirmou o militar da Aeronáutica.

“São mudanças comparáveis a sair do sistema DOS e ingressar no Windows”, disse o coronel Xavier. O antigo sistema era monocromático, e exigia sala escura para melhor visualização. O atual é policromático e é indiferente à claridade, para o desempenho de suas funções.

Nova tecnologia implementada é responsável por controlar o tráfego de aeronaves nas fases de pouso e decolagem. Segundo informou o comandante do Destacamento do Espaço Aéreo de Fortaleza, major Ronaldo di Ciero, Fortaleza registra, este ano, cerca de 80 mil voos, o que implica num aumento superior a 25% da movimentação registrada no ano passado.

“São tecnologias que estão chegando, em compasso com as inovações introduzidas nas aeronaves, e também na sintonia com o que há de mais moderno nesse campo em todo o mundo”, ressaltou o coronel Xavier.

O Centro de Controle de Aproximação (APP) opera em Fortaleza desde janeiro passado. No entanto, esse equipamento já será um instrumento valioso no monitoramento da aproximação para os jogos da Copa do Mundo em 2014 e, especialmente, para o período de alta estação, quando há um incremento considerável no aeroporto internacional Pinto Martins.

“Isso não significa que vamos operar com menos homens”, disse o coronel militar, explicando que o novo modelo não prescinde de novos postos de trabalho. Ele explicou que há um crescente fluxo de passageiros civis, além do controle de aeronaves militares.

O sistema estrangeiro, que era utilizado antes para controle do tráfego aéreo, deu lugar ao STVD (Sistema de Tratamento e Visualização de Dados), software desenvolvido pela brasileira Atech.

De acordo com o proprietário da Atech, Delfim Ossamu Miyamaru, a empresa já atua com um sistema parecida na Venezuela e agora pretende se estender para os países do Caribe.

“Não ficamos nada a dever, a outros sistema de controle. Desse modo, estamos procurando o mercado internacional, tendo a Força Aérea Brasileira (FAB) como a instituição que pode nos abrir as portas”,explicou o comandante Miyamaru.

(Diário do Nordeste)

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