A umbanda é considerada a religião genuinamente brasileira por causa da mistura religiosa, a exemplo da mistura racial nos trópicos. A umbanda tem matriz africana (o candomblé), cristã (o sincretismo católico) e hindu (o espiritismo).

A marca registrada da umbanda são os fenômenos possessórios, pelos quais entidades sobrenaturais “baixam” num pai ou mãe-de-santo.

Essas entidades são seres intermediários entre os orixás e os pais-de-santo e mães-de-santo, equivalentes aos médiuns espíritas.Elas podem ser pretos velhos, caboclos (índios) e crianças. Os pretos velhos e as crianças representam o mundo civilizado. Os caboclos, ou entidades indígenas, estão relacionados à natureza. Já exus e pombas-giras são consideradas entidades marginais.

As entidades, a exemplos dos espíritos das mesas brancas, promovem a ajuda ao próximo mediante a aplicação de passes, descarregos e outros tipos de trabalhos espirituais.

A umbanda visa a prática do bem, embora muitas pessoas a confundam com a quimbanda, esta sim, associada a trabalhos mágicos que visam provocar males.

A umbanda foi uma religião perseguida pela igreja católica, que a associou a bruxarias e a forças demoníacas. A psicanálise, que tem raízes no judaísmo, também interpreta os fenômenos possessórios como “neuroses”.

A umbanda e o candomblé, embora distintas entre si, são a quarta religião em número de adeptos em Ribeirão Preto, segundo pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

(Ribeirão Preto Online)