Em meio ao escândalo enolvendo o banco Panamericano, cujo acionista majoritário é o dono da emissora “SBT”, Silvio Santos, o empresário pede que a última alternativa para arcar com a dívida milionária seja vender o canal de televisão.

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) exigiu o patrimônio como garantia, em troca de R$ 2,5 bilhões para o banco. Diante do pedido de Silvio Santos, o FGC permitiu que o “SBT” seja vendido somente no final do prazo de dez anos, para que a dídiva possa ser liquidada.

Em entrevista ao “O Estado de S. Paulo”, o presidente do conselho do  FGC, Gabriel Jorge Ferreira, disse que “não há razão para deixar de acreditar que a avaliação das auditorias reflete a situação das empresas”, quando perguntado se é possível confiar no balanço das empresas de Silvio.

“A alternativa que o Banco Central usava antes seria a liquidação. Decretar a liquidação você sabe muito bem o que é: traria um trauma para o mercado, perda de confiabilidade no sistema financeiro, a percepção externa ruim. O Panamericano não era uma instituição de grande porte. Tinha um porte importante, um porte médio. Era uma instituição de visibilidade no mercado em que atuava. Então, seria altamente danoso para o sistema financeiro, para a economia brasileira, se houvesse um incidente como a decretação da liquidação ou de intervenção”, concluiu o presidente.

(Portal do Sydnei Rezende)