Seis universidades, que utilizam a nota obtida pelo candidato no Exame Nacional do Ensino Médio 2010 (Enem) para substituir a primeira fase dos vestibulares, aguardam uma posição definitiva do Ministério da Educação e da Justiça para decidirem se o desempenho no Enem será usado no processo de seleção. Por enquanto, afirmam que não há alteração nos critérios anteriormente estabelecidos. Nesta segunda-feira, a Justiça Federal, a pedido do Ministério Público Federal no Ceará, determinou, em caráter liminar, a suspensão do Enem em todo o País.

São elas: a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Segundo Luiz Vital, assessor de imprensa da Ufes, a universidade manterá a posição de substituir a primeira etapa do vestibular pela nota do Enem. “O calendário será mantido. Vamos esperar a orientação do MEC (Ministério de Educação) caso haja alguma mudança”.

Posição similar tem o Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), que adotou o Enem como o único sistema de acesso aos cursos superiores. O reitor deve fazer um pronunciamento até sexta-feira para definir a posição do IFPE sobre o caso.

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a UFPA não quiseram se pronunciar, porque ainda aguardam uma decisão definitiva.

A Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ), que utiliza o Enem como opção para o candidato substituir a nota de conhecimentos gerais, afirma que, até o momento, não mudará nada e irá utilizar o Enem como programado. “Caso o MEC aplique uma nova prova, é possível que haja um atraso na divulgação dos resultados do vestibular”, disse o presidente da Comissão de Vestibular da UFSJ, Hewerson Zansávio Teixeira.

 (Portal Terra)