O ex-ministro dos Esportes no governo Lula, Agnelo Queiroz, tornou-se o quinto governador eleito pelo PT no país neste domingo, reunindo-se a Tião Viana (Acre), Jaques Wagner (Bahia), Tarso Genro (Rio Grande do Sul) e Marcelo Déda (Sergipe). A legenda tem chance de emplacar um sexto, caso Ana Júlia Carepa derrote Simão Jatene (PSDB) no Pará.

Somando a população dos cinco Estados, serão quase 30 milhões de pessoas governadas pela legenda a partir de 2011. O resultado repete o desempenho do partido em 2006, quando conseguiu emplacar nos Estados do Acre, Piauí, Pará, Bahia e Sergipe.

Com 100% das urnas apuradas, Queiroz bateu sua rival Weslian Roriz (PSC), por 66,10% a 33,90% dos votos válidos. Ele teve quase o dobro de votos (875.612) dos votos recebidos pela adversária (449.110).

Foram apurados 3,11% de votos em branco, 7,38% de votos nulos, e uma taxa de abstenção de 19,31%. O colégio eleitoral do DF conta com 1.834.135 eleitores habilitados.

DINASTIA RORIZ

A vitória de Agnelo quebra 14 anos de “rorizismo”, a figura política que comandou Brasília por 14 anos na figura de Joaquim Domingos Roriz. Depois de diversas reviravoltas, prisão de governador e a Lei da Ficha Limpa, os brasilienses agora escolherão entre a mulher de Roriz, Weslian (PSC), e o petista Agnelo Queiroz, ex-ministro de Lula.

No segundo turno, Agnelo intensificou as caminhadas, enquanto Weslian evitou a imprensa e se concentrou na periferia do DF. Lá, a base eleitoral de Roriz se mantém, apesar do rótulo de “ficha suja” atribuído ao líder.

Weslian assumiu a campanha a nove dias do primeiro turno, na vaga do marido. Desde então, deu apenas uma entrevista, na qual disse não conhecer seu programa de governo. No segundo turno, Weslian recusou seis debates e só apareceu no último, realizado pela TV Globo.

AGNELO

Agnelo dos Santos Queiroz é médico e tem 51 anos. Nasceu em Itapetinga, Bahia. Veio para Brasília na década de 1980, quando trabalhou como cirurgião em hospitais da periferia do DF.

Ele foi deputado por quatro vezes e ministro do Esporte do primeiro mandato do presidente Lula. Em 2006, deixou o governo federal para disputar o Senado contra Joaquim Roriz –que venceu e depois renunciou, o que resultou na inelegibilidade neste ano por conta da lei da Ficha Limpa.

(Folha Online)

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