Quando se observa a curva de intenção de votos de Dilma Rousseff (PT) neste mês, nota-se que o Sudeste foi determinante para que a petista se estabilizasse como favorita.

Ela começou outubro com 41% contra 44% de José Serra (PSDB). No levantamento de ontem do Datafolha, a petista estava com 47% e o tucano havia deslizado para 42% –a vantagem é de cinco pontos a favor de Dilma.

O Sudeste responde por 44% dos eleitores do país. Para vencer uma disputa presidencial é vital o candidato ter um bom desempenho em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. A região abriga os dois mais vitoriosos governadores eleitos pelo PSDB. Geraldo Alckmin (SP) e Antonio Anastasia (MG), ambos liquidaram a fatura no primeiro turno.

O segundo maior líder nacional tucano, Aécio Neves, elegeu-se senador por Minas Gerais com expressiva votação. Ainda assim, neste segundo turno, foi efêmera a liderança numérica do candidato do PSDB a presidente no Sudeste.

Nesta semana, de terça para quinta-feira, as oscilações foram na margem de erro, mas favoráveis a Dilma. Ela foi de 44% a 47%. Serra foi de 40% a 42%.

A única região geográfica na qual o tucano lidera com folga é o Sul, onde está com 52% (avançou quatro pontos nesta semana) contra 40% de Dilma. A dianteira de Serra é de 12 pontos.

No Nordeste, os percentuais parecem muito estáveis. A petista começou o mês com 62% e esse é o mesmo percentual que tem hoje. Serra tinha 31% no início de outubro e agora pontuou 29%. A diferença entre ambos no momento é de 33 pontos percentuais.

Nas regiões Norte e Centro-Oeste somadas, Dilma tem 51% contra 41% de Serra. Vantagem de 11 pontos para a petista.

Em todas as regiões do país o percentual de indecisos é bem baixo, de 4% a 5%. Já os que afirmam votar em branco, nulo ou nenhum variam de 3% no Norte e Centro-Oeste até 7% no Sudeste.

Esses 7% de indecisos estão na região na qual os tucanos têm seu maior aparato eleitoral. É esse o grupo que pode ser ainda eventualmente conquistado pelos candidatos.

A pesquisa foi registrada no TSE sob o número 37721/2010.

(Folha Online)

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