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Sim, é um clichê do tamanho do Mar Negro dizer isso, mas vamos lá: em Istambul, a fusão de culturas fica evidente em cada esquina, ruela, parque ou templo religioso. Incrustada entre os continentes europeu e asiático, a antiga Constantinopla convive não só com essa mistura, mas também com água por todos os lados.

Tudo em Istambul é velho. Não o “velho” de acabado, estragado, mas o de antigo, respeitável. Onde mais você se depara com um obelisco marcando o local onde funcionava o hipódromo há uns 1,4 mil anos?

Um pouquinho à frente, você vê uma fila enorme para entrar numa espécie de fossa pública secular. A aglomeração parece estranha, mas se justifica. O pessoal quer é conhecer a Cisterna da Basílica, construída pelo imperador Justiniano em 532 d.C. e que um dia canalizava a água do Mar Negro por mais de 20km de aquedutos. Há disputa também para observar a estátua da Medusa de Lado – e ninguém sabe explicar ao certo o porquê de ela ter sido construída de cabeça para baixo.

Um palácio de sultões

 

Tudo isso fica na região do Sultanahmet, o bairro mais histórico de Istambul. Lá estão as atrações mais visitadas da cidade: a Mesquita Azul (que de azul, externamente, não tem nada), a Santa Sofia (ou Aya Sofia) e o Palácio de Topkapi. A Santa Sofia foi construída por Justiniano (o mesmo da cisterna) no século VI, e exibe painéis, capelas, quadros e fontes que contam um pouco da história turca. O ingresso custa 10 novas liras turcas (uma lira turca vale cerca de R$ 1,15).

Talvez até mais interessante do que o próprio interior da Santa Sofia sejam os arredores. Logo à frente está o Parque de Sultanahmet, de onde é possível fazer fotos maravilhosas tanto da Santa Sofia quanto da Mesquita Azul, que fica ao Sul.

Para entrar na Mesquita Azul, outro cartão-postal de Istambul, é preciso tirar os sapatos e usar calças compridas. Mulheres devem cobrir o rosto com um manto. Nos meses de junho a setembro, o pico da alta temporada, algumas áreas da mesquita são restritas aos fiéis.

Um pouco atrás da Santa Sofia está o Palácio de Topkapi, construção iniciada por Mehmet após a tomada de Constantinopla (1453). Desde então, várias histórias de sultões, monarcas e governantes excêntricos tiveram como cenário o Topkapi. Foi lá que, em 1574, Selim, o Ébrio, morreu afogado depois de ter bebido muito champanhe. Também nesse lugar, Ibrahim, o Louco, perdeu a sanidade mental ao ficar quatro anos trancado em uma jaula – antes de morrer, em 1648.

O palácio é dividido em quatro grandes áreas. Além de fontes, esculturas, jardins exóticos e haréns, o local oferece algumas das mais belas vistas de Istambul, tanto do lado europeu quanto do asiático. Em seus tempos áureos, o palácio chegou a abrigar 4 mil pessoas e tinha, dentro de suas instalações, padarias, hospitais e mesquitas.

Assim é Istambul
– Para comer bem, além dos milhares de restaurantes do Sultanahmet, você pode dar um pulo nos cafés da região de Galata, do outro lado do Chifre de Ouro.
– Outras comidas típicas da Turquia são os frutos do mar, os vegetais de todos os tipos e os doces conhecidos como “delícias turcas”.
– O Kebab é servido em espetos, picado ou mesmo num prato, como uma refeição.
– O fuso horário da Turquia é de cinco horas a mais do que o horário de Brasília. Quando estamos em horário de verão (outubro a fevereiro), a diferença cai para quatro horas. E quando eles estão em horário de verão (de abril a outubro), sobe para seis.
– De Istambul dá para fazer vários passeios de um dia pelas imediações. Os mais legais são uma excursão até o Mar Negro, cerca de 30km ao norte e onde começa o Bósforo, braço de mar que banha a cidade. Outro passeio, mais longo (seis horas de carro, 340km), é um giro pelas regiões de Troia e Galípola.