Genebra, 15 out (EFE).- Enquanto ainda ecoa o extraordinário resgate dos 33 trabalhadores da mina San José, no Chile, os mineradores foram nesta sexta, novamente, protagonistas de outra história a 800 metros de profundidade: o final da perfuração do túnel suíço de São Gotardo, o mais longo do mundo, com 57 quilômetros.

Uma história diferente, mas com muitas semelhanças, que, como no Chile, teve um final feliz quando os mineradores que perfuraram o túnel sob os Alpes desde o Norte, no cantão suíço-alemão de Uri, e os que trabalharam no Sul, no cantão suíço-italiano de Tessino, se encontraram na metade do caminho, na altura de Sedrun.

Uma grande cerimônia, com participação de mil de pessoas, entre autoridades, moradores da região e os próprios trabalhadores, emoldurou este dia histórico para a Suíça que concluiu uma grande etapa simbólica na construção desta ferrovia que será aberta ao tráfego em 2017.

Após a bênção dada ao projeto por um sacerdote católico e um pastor protestante, a enorme máquina responsável por perfurar a rocha começou a funcionar do lado norte para furar os últimos 180 centímetros que o separavam do túnel do lado sul.

Cerca de 20 minutos depois, em meio a aplausos, a parede rochosa foi derrubada.

Depois, os mineradores procedentes do sul subiram por uma passagem e saíram do outro lado para encontrar seus colegas do norte.

O encontro selou o final simbólico da primeira fase de um longo projeto que já desbancou o túnel de Seikán (Japão), de 54 quilômetros, como o mais longo do mundo, e que terá um grande efeito no meio ambiente ao trocar caminhões por trens para transportar grande parte das mercadorias.

Com duas entradas, está previsto que, pelo menos, 300 trens de passageiros e mercadorias passem a cada dia pelo túnel, um novo percurso que reduzirá para duas horas e 40 minutos a conexão Zurique-Milão, uma hora a menos que o tempo atual.

(Agência EFE)

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