epois de 14 dias de paralisação, mais de 300 bancários de toda a região realizaram, na manhã desta quarta-feira (13), uma assembleia na praça Napoleão Moreira da Silva, em frente à agência central do Banco do Brasil, em Maringá. Por ampla maioria, a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) foi aprovada.

Com a greve, os funcionários conseguiram um reajuste de 7,5% nos salários (eles reivindicavam 11%), que resulta em um aumento real de 3,1%. Os trabalhadores com salário acima de R$ 5.250 receberão uma parcela fixa de R$ 393,75, ou correção de 4,29% (índice da inflação). A participação nos lucros reais do banco aumentou para R$ 1.100,80, com teto de R$ 7.181. O piso salarial foi reajustado em 16,33%.

Os funcionários irão repor os dias parados até o dia 15 de dezembro. Para isso, devem trabalhar cerca de duas horas a mais por dia.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Maringá, Claudecir de Oliveira Souza, recomendou a aprovação da proposta, alegando dificuldades na negociação com a Fenaban. “Os bancários mereciam mais, mas a ganância dos bancos foi maior. Fizemos tudo o que poderia ser feito”, ressalta.

Assembleias estão sendo realizadas em várias cidades do país. A tendência é que nesta quinta-feira (14) todos os bancos do Brasil voltem a funcionar normalmente.

(O Diário)

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