A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou ao Comando Nacional dos Bancários na manhã de ontem (11), no 13º dia da greve da categoria, proposta de reajuste de 7,5%, o que representa aumento real de 3,1% para quem ganha até R$ 5.250. Para salários superiores, a proposta prevê um fixo de R$ 393,75 ou reajuste de 4,29% (inflação do período).

Também deve melhorar a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e a valorização do piso salarial dos bancários, com incremento de 16%. As negociações, que duraram toda a segunda-feira, ainda não estão concluídas, mas a tendência é que a paralisação chegue ao fim na próxima quarta-feira.

“A avaliação que eu faço é que pode terminar logo. Precisa só melhorar um pouco em relação às questões de segurança e assédio moral”, comenta o diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará, Bosco Mota, ressaltando que como a greve é unificada e os bancários dos bancos públicos querem uma melhoria a mais porque reclamam defasagem salarial por falta de reajuste durante alguns anos.

As discussões visando à assinatura da Convenção Coletiva 2010/2011 se estenderam até tarde da noite de ontem. o Comando Nacional negociou tanto as negociações gerais com a Fenaban quanto sobre as reivindicações específicas com o Banco do Brasil e com a Caixa Econômica Federal. Ao final das negociações, se reunirá para avaliar as propostas dos bancos e definir orientações para as assembleias da quarta-feira em todo o País.

A Fenaban e as representações dos bancários deram continuidade às conversas iniciadas no último sábado e já pela manhã a entidade que representa todos os bancos apresentou a nova proposta de 7,5%. De acordo com a Fenaban, considera-se remuneração fixa mensal o somatório do salário base e verbas fixas de natureza salarial, excluindo o ATS – Adicional por Tempo de Serviço (anuênio).

“Esses avanços na proposta dos bancos são resultado direto da força da greve nacional dos bancários, principalmente nos bancos privados”, avalia o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro.

Reajuste –  Bosco Mota destaca o reajuste de 16% no piso para quem está começando na carreira. Pela proposta dos banqueiros tanto os salários do pessoal de escritório quanto os caixas, que representam a maior parte da categoria, com o reajuste, passaria de R$ 1.074,46 para R$ 1.250,00.

Para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) foi proposta a mesma regra da convenção 2009/2010, com correção de todos os valores em 7,5% e, para o limite individual da parcela adicional, um índice de correção mais elevado, passando de R$ 2.100 para R$ 2.400.

E-Mais – A greve dos bancários mais longa, com duração de 30 dias, ocorreu em 2004, segundo o Sindicato dos Bancários do Ceará.

Os bancários têm data-base em 1º de setembro, e a pauta de reivindicações foi entregue à Fenaban no começo de agosto. A categoria pede aumento de 11%, segurança contra assaltos e sequestros e melhores condições de saúde, entre outros pontos.

A nova proposta da Fenaban Reajuste salarial: 7,5%. Reajuste para salários acima de R$ 5.250: R$ 393,75 fixos, garantindo o mínimo da inflação do período, de 4,29%.

 

NOVOS PISOS SALARIAIS

Portaria: R$ 870,84 (o atual é de R$ 748,59). >Escritório: R$ 1.250,00 (o atual é de R$ 1.074,46).

Caixa: R$ 1.250,00 (atualmente em R$1.074,46). PLR:

Regra básica: 90% do salário mais R$ 1.100,80, com teto de R$ 7.181. Parcela adicional de 2% do lucro líquido distribuídos linearmente, com teto de R$ 2.400,00.

Isso significa que, na regra básica, o reajuste é de 7,5% e na parcela adicional de 14,28%.

Gratificação de caixa: R$ 311,67.

(O Povo Online)

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