O rosto ainda denuncia o cansaço de uma campanha eleitoral que segue em 2010, apesar de ele já ter sido reeleito, no último dia 3, com 61,2% dos votos do eleitorado cearense. Cid Gomes, governador do Ceará, anuncia que só descansará depois de “eleger” Dilma Rousseff, do PT, presidente da República, esforço que ainda não lhe permitiu parar para pensar no próximo governo, que começa em 1º de janeiro do próximo ano. Um “novo governo”, segundo adianta na entrevista, concedida aos editores do O POVO na noite da última quinta-feira, dia 7, na residência oficial. Nela, o governador, confirmado no cargo para mais quatro anos, fala da campanha, reclama dos adversários pelo “denuncismo”, relata alguns detalhes da articulação de bastidores que levou ao rompimento com o senador Tasso Jereissati e anuncia a intenção de criar uma secretaria específica para o problema das drogas. Confira os trechos principais da entrevista.

O POVO – Que características essa campanha teve que para o senhor foram marcantes, principalmente quando a gente compara com a de 2006?

Cid Gomes -Em 2006, eu era novidade. Com apoio expressivo. Apresentado pelo Lula, pelo Ciro (Gomes). E tinha aí uma referência da administração em Sobral. Nessa eleição, mantive os mesmos apoios. Agora, a administração de governo já deu um choque de realidade em muita gente. Pro bem e pro mal. Muita gente ficou satisfeita com as ações de governo. Uma parte, nem tanto. Houve alguma frustração, algum problema. Estou dizendo isso tentando ser o mais frio possível, mas saio feliz da campanha. Tive mais votos do que na eleição passada. É verdade que o eleitorado aumentou.

OP – Sai desgastado, também? Foi uma eleição na qual o senhor sofreu muitas críticas e algumas acusações.

Cid – Olha, isso aí não é queixa do processo eleitoral. Do processo eleitoral, no que toca à participação das pessoas, eu não tenho nenhuma queixa. Só absoluta gratidão pelo reconhecimento. O poder desgasta, né? Mas a grande maioria renovou esse crédito, o que me deixa eternamente grato. Agora, eu não posso deixar de manifestar uma preocupação. Eu, pessoalmente, fiquei absolutamente magoado com o nível que a campanha, não por parte do eleitorado, tomou na eleição.

OP – Isso foi uma coisa nova para o senhor, depois de tantas eleições?

Cid – É uma coisa nova na política do Ceará e absolutamente preocupante. Na minha cabeça, o que se montou foi uma quadrilha para, ardilosamente, planejar uma armadilha ali para a eleição. Eu fiquei absolutamente chocado com o nível a que chegou.

OP – O senhor atribui a quem?

Cid – Eu atribuo muito claramente ao Roberto Pessoa (PR, prefeito de Maracanaú), ao advogado dele, que se chama Paulo Goyaz, e, obviamente, o Lúcio Alcântara (PR) foi o instrumento disso. Eu estou falando isso, mas, sinceramente… Porque essa coisa é preocupante para mim. É preocupante para o futuro do Estado. Não se pode estar vendo isso e simplesmente fazer de conta que não existiu. Mas eu tomei todas as providências que tinha de ter tomado. Estão processados por mim os partidos, a coligação, a revista (Veja), e as pessoas físicas estão processadas por mim. Eu entrego à Justiça. Não vou ficar remoendo. Meu coração, sinceramente, não tem espaço. Estou registrando aqui pela preocupação com a política do Estado. A política do Estado não pode ficar vulnerável a esse tipo de maquinação.

OP – O senhor falou da parte do ex-governador Lúcio Alcântara, mas teve também o deputado Marcos Cals (PSDB)…

Cid – Eu processei os dois. Pra mim, quem montou foi a campanha do Lúcio. Pra mim é claro isso. Deve ter alguma investigação. Imagino que a Justiça vá cuidar disso. O advogado, esse Goyaz, junto com o Adler (Girão, do PR, ex-prefeito de Morada Nova), levaram o cara (empreiteiro Raimundo Morais Filho, o Moraizinho, que teria denunciado suposto vínculo do governador e de seu irmão, deputado federal Ciro Gomes com esquema de desvio de recursos estaduais e federais destinados a Prefeituras) lá para Brasília, fizeram uma gravação. Mesmo nessa gravação não tendo nenhuma referência ao meu nome. Os caras ficaram maquinando. Isso foi urdido.

OP – O comportamento do deputado Marcos Cals…

Cid – Foi de aproveitador.

OP – O fato de ele, seu ex-secretário, ter feito isso machucou ou magoou mais o senhor?

Cid – Não, não. De jeito nenhum. Eu nunca tive, assim, amizade com o Marcos Cals. O convidei para ocupar uma secretaria (Justiça, no primeiro governo). Ele aceitou. Pronto. Convivemos três anos e meio como secretário e governador. Nunca tive intimidade com ele, sabe, ter uma decepção. Absolutamente natural. Eu o processei, também, porque ele, como aproveitador, quis pegar isso e repercutir também. Na medida em quem ele repercute o negócio, está botando na boca dele. Então, vai ter que provar agora.

OP – O senhor falou que não tinha relação mais próxima com o Marcos Cals. Com o Tasso (Jereissati) é diferente. Como foi tê-lo do outro lado?

Cid – Olha, a gente tem uma relação histórica com o Tasso. Eu nunca escondi nada de ninguém. Eu tentei até a última hora fazer aqui uma composição em que se preservasse a candidatura do Tasso.

OP – Ele se precipitou?

Cid – Ele absolutamente se precipitou. Ele se precipitou. Eu tava trabalhando quando sou surpreendido por uma declaração. Fiquei no pior dos mundos.

OP – Qual era o desenho que o senhor tinha feito para a coligação?

Cid – O desenho era claro. E, se você for ver o histórico, eu, primeiro, pelas atribuições de governador, tentei adiar ao máximo os limites da campanha. Porque eu era governador, tinha de dar conta do trabalho de governo, muita coisa que tinha de fazer, então tentei ao máximo adiar. Vinham me perguntar sobre sucessão, eu dizia: “Não trato de sucessão antes de resolver a questão nacional”. Depois que se resolveu a questão nacional, eu disse: “Não posso tratar da questão sem conversar com meu partido”. E as reuniões do meu partido, eu fiz três, foram públicas. A imprensa teve acesso. É só ver o que o meu partido dizia. Não era nem eu. Queria nem que ficasse comigo. Mas como nessas coisas se dá uma identidade de pensamento, meu partido dizia: “Olha, vamos manter a aliança com o PT, o PT fica na vice, eu tenho um compromisso público com o Eunício (Oliveira, senador eleito, do PMDB). E a outra vaga, vamos votar no Tasso”. O meu partido disse isso em todas as reuniões. Fiz uma reunião no Cariri, fiz uma reunião em Sobral e fiz uma reunião em Baturité. Ouvi todas as seções nessas três reuniões. E o sentimento, é claro que isso não era uma opinião consensual, mas, majoritariamente, o sentimento do partido era esse. Eu fui ao Lula. Estou dizendo isso agora, que já passou. Eu fui ao Lula e propus ao Lula isso. Achando eu, entendendo eu que era melhor para mim, claro, mas era pela eleição da Dilma (Rousseff, candidata do PT è Presidência) também, porque, de certa forma, a gente estaria neutralizando.

OP – O Lula respondeu o quê?

Cid – Ele ficou de ver com o PT. E depois a resposta veio pelo PT. O PT nacional: não, que já tinha tido muitos sacrifícios. O PT, em nome de composições, em vários lugares já tinha se sacrificado. Que o Senado era importante e essa vaga para o Senado era prioridade para o PT. Isso já aconteceu depois de ele já… Não tinha concluído ainda. O primeiro senador (Tasso) anunciou que ia ter uma candidatura (própria ao Governo). Fica para o registro histórico isso aí, como aconteceram as coisas.

OP – Como o senhor vê o futuro dessa relação?

Cid – Ah! (Silêncio)

OP – O senhor acha que ele tem reagido mal?

Cid – Olha, deixa eu dizer uma coisa. Eu, em 1988, é uma parte da minha biografia que não se conhece muito, fui candidato a vice-prefeito lá de Sobral, do padre Zé (Linhares, deputado federal). Naquele tempo, era negócio de voto de papel, de cédula. Você ficava dois, três dias lá no local da apuração. Nós perdemos no último dia. E eu fiquei a apuração o tempo inteiro. Foi a minha primeira experiência, eu tinha 25 anos de idade. Quando fui saindo do local da apuração, lembro demais, na AABB de Sobral, numa Belina branca do meu pai, que ele tinha me emprestado, os vencedores rodearam a Belina. Eu estava sozinho. E, olha, sabe esses pesadelos que você tem. Você acorda. Pronto. Eu vivi um pesadelo ali. Dentro do carro, sozinho, e a turma invadindo, batendo no carro e eu sem poder sair. Aquilo ali foi um pesadelo, mas me serviu de grande lição. Eu acho que o vitorioso não pode tripudiar em cima do derrotado. O ganhador ele tem de ser respeitoso com o perdedor. Eu acho que o vitorioso tem de ser generoso. Eu fiz esse histórico e eu não vou mais dar declaração sobre o Tasso. Não vou mesmo. Ele tentou isso a campanha inteira. Eu não fiz na campanha. deixa aí. O tempo… o tempo e a história vão se encarregar de dizer o que aconteceu.

OP – Passando para os aliados. O senhor teve um papel fundamental na reeleição da prefeita Luizianne Lins em 2008. Agora, ela disse que não participava do horário eleitoral porque não era convidada. Ela realmente não participou por uma opção da campanha?

Cid – A Luizianne foi fundamental para a definição do apoio do PT (a ele) em 2006. E eu, digo isso clara e publicamente, fiquei absolutamente grato, reconhecido a esse apoio. E já dizia, logo dois anos antes da eleição municipal: se ela fosse candidata a prefeita, em sinal do meu reconhecimento e da minha gratidão, a apoiaria. Pronto. Pronto. Eu tenho muito esse sentimento de débito e crédito. Eu me sentia devedor dela e honrei uma dívida apoiando-a. Tocando inclusive na minha família, porque a Patrícia (Saboya, ex-cunhada e deputada estadual eleita pelo PDT) era candidata. A minha irmã, quer dizer… Enfim, teve muitos problemas. Mas eu, em cima do que considero coerência, gratidão, apoiei. Pronto. Eu quero manter a relação com a Luizianne, quero preservar a relação com o PT, mas… Pronto.

OP – Para 2012, o senhor está liberado.

Cid – (Risos dos jornalistas e assessores, discreto riso do governador) (pausa) Isso foi uma conclusão sua. (Risos dos jornalistas e assessores) Eu quero preservar a minha relação com o PT.

OP – Está valendo a pena essa relação, administrativamente?

Cid – Eu, no que puder, apoio. Ajudo. Com muito prazer. Pela cidade. E por ela (Luizianne). Tenho carinho por ela.

OP – O que representa a mudança em relação ao vice? Não apenas a mudança do partido, o PT pelo PMDB.

Cid – Não há da minha parte uma única queixa ao (Francisco) Pinheiro (atual vice-governador e deputado estadual eleito pelo PT). Feliz de alguém que possa ter o Pinheiro como companheiro e eu me julgo feliz de ter tido e estar tendo, até 31 de dezembro, o Pinheiro como companheiro de chapa e como companheiro da política. Graças a Deus. Torci muito para que ele se elegesse deputado estadual. É uma grande figura.

OP – Com relação ao deputado Domingos Filho (vice eleito), é um perfil diferente.

Cid – O Domingos é mais próximo de mim, não é do que o Pinheiro. Do que o PT. É mais próximo de mim. (Pausa) Estou só nas meias palavras. Partindo do pressuposto de que, para bom entendedor, meia palavra basta.

OP – A interlocução dele com a Assembleia vai ser útil no cenário de uma Assembleia potencialmente mais hostil?

Cid – Ele está saindo. Na hora em que ele assume o Governo, ele sai da Assembleia. Mas a capacidade de articulação política dele é um fator importante para o futuro.

OP – Mas o senhor está preparado para uma Assembleia mais hostil?

Cid – (Pausa) Bom. Sei não se vai ser mais hostil, não. Sinceramente. Adahil (Barreto, do PR) fez oposição radical e não se elegeu. Vasques (Landim, do PR) fez oposição radical e não se elegeu. Heitor (Férrer, do PDT) fez oposição e se elegeu. E aí chega a filha do Roberto Pessoa (Fernanda Pessoa, do PR), não sei qual vai ser a postura dela,

OP – Em relação à oposição atual, acabou aí. Mas tem na oposição agora o PSDB.

Cid – No PSDB, tenho muitos amigos lá. Vamos ver qual vai ser a postura. Alguns do PSDB até votaram em mim nessa eleição. Alguns dos eleitos. Alguns dos eleitos votaram em mim.

OP – Essa ideia de uma nova oligarquia incomoda ao senhor?

Cid – Não incomoda porque isso… A oligarquia, veja bem, qual é o conceito básico de oligarquia? É o poder concentrado num pequeníssimo grupo e, como base, o poder econômico. Então vamos lá: nunca existiu no Ceará governo com tantos aliados. E aliados mesmo, não é cooptando não. Tenho aliança com o PT. E em muitos casos a gente tem posturas diferentes. Tenho aliança com o PMDB. Tenho aliança com o PDT, com o PP, só para citar assim alguns mais… Então isso é uma oligarquia? Um conjunto de partidos? E poder econômico, cadê? Aonde? Quem é que tem? O Ciro? Eu? O Ivo (Gomes, deputado estadual reeleito). Agora, por quê? Por que nós gostamos de fazer política?  

OP – O senhor vai trabalhar para o contrário, mas já preparou sua cabeça para, eventualmente, governar com o José Serra na Presidência?
Cid – Eu me recuso a acreditar nisso. Esse talvez seja um pesadelo maior que o da Belina lá na saída do local de apuração. Nem pensar.  

OP – O senhor falava no início das diferenças entre governo e oposição, das dificuldades de ser governo…Cid – É porque governo ajuda e desagrada, também.

OP – Até que ponto, diante disso, o senhor se sente, pessoalmente, insatisfeito com o primeiro governo, com o que foi realizado até agora?

Cid – Eu me sentiria particularmente frustrado (caso tivesse de passar o governo para outro em janeiro de 2011), pela derrota e por não ter conseguido concluir algumas coisas, compromissos que assumi que faria. Como deixar pronto e funcionando um Hospital Regional do Cariri, que até está encaminhado e pode ser até que consiga concluir ainda em 200l, mas o Hospital da região Norte, o metrô, o próprio metrô de Fortaleza, a Policlínica, as escolas de educação profissional todas funcionando, a siderúrgica, a refinaria iniciada, tudo isso é coisa que ainda está por acontecer. Então, sairia frustrado.

OP – O senhor tem uma sucessão encaminhada na Segurança Pública, onde o secretário Roberto Monteiro já antecipou a decisão de sair. O tema foi muito forte no discurso da primeira campanha do senhor e agora, em 2010 fez parte da estratégia dos adversários. O governo foi bem no setor?

Cid – O meu compromisso com a segurança tenho a consciência tranqüila de que cumpri. Pode ir ver lá: era de priorizar a área da segurança pública, alocando nela mais recursos. Era muito claramente isso, porque às vezes as pessoas falam em priorizar, mas quando se vai checar a alocação de recursos a prioridade anunciada não se efetiva, não acontece. Meu compromisso era de priorizar, ampliando o volume de recursos destinados ao setor, em custeio, pessoal e investimentos. Se você for, hoje, o orçamento da Segurança é praticamente o dobro do que era há quatro anos. Assumi o compromisso de implantar o Ronda do Quarteirão, um modelo de policiamento comunitário que foi muito bem explicado, detalhadamente, que haveria uma equipe revezando permanentemente, 24 horas por dia, que haveria um telefone próprio, que estaria sempre naquela região, os policiais seriam sempre os mesmos etc etc. Isso está absolutamente cumprido. Agora, quanto aos indicadores, há alguns que melhoraram… Por exemplo, os seqüestros! Compare os números de 2006 com os desse ano. Em 2006 foram 26 sequestros e agora, em 2010, se não me engano foram dois, até agora, um dos quais ainda está sob investigação para ver se não foi uma simulação.

OP – A crítica que a oposição faz é pelo fato, segundo alega-se, de o senhor gastar muito com segurança pública, mas gastar mal.

Cid – Eu, sinceramente, não acho. Gastei mal em quê? Na viatura? Pra mim isso é uma absoluta demagogia. A escolha da Hillux, por exemplo, é pelo fato de ser um veículo resistente, todo mundo sabe. O que me incomoda é que daí já vêm as insinuações de todo tipo. Olha, vim conhecer o dono da revenda da Hilux em Fortaleza no terceiro ano do governo, durante uma solenidade da Câmara de Dirigentes Lojistas, na qual fui apresentado a ele. Lembro que começaram a bater fotos e eu querendo sair de perto dele porque sei como é a maledicência.

OP – A agenda da Copa do Mundo terá grande importância para o segundo governo. Há algo que preocupe o senhor nesse momento em relação ao cumprimento dos prazos que são exigidos?

Cid – Estaremos na próxima semana assinando salve engano, na Caixa Econômica, assinando os dois investimentos que estarão a cargo do Estado em mobilidade urbana. O VLT Parangaba-Mucuripe e mais duas estações da linha Sul. Quanto ao Castelão ainda existem as pendências judiciais, o que incomoda, evidentemente. É aquela história do Lula: é um pra fazer e dez querendo atrapalhar.

OP – E a Fifa pressionando..

Cid – Não, não, a Fifa não tem nada a ver.

OP – Pressionando por prazos, governador.

Cid – Ah, sim, claro, mas não há interferência dela. Então, você toma pancada por um lado devido a uma alegada falta de concorrência e, pelo outro, pancadas e ações judiciais por demandas das empresas. A concorrência, então, cria mil empecilhos. Se não houvesse concorrência verdadeira será que haveria tanta demanda judicial? Claro que não! 

OP – O senhor já pensou se será governador na época ou se estará em campanha na ocasião?
Cid – (Risos) Estou lhe dizendo que no mês de novembro, agora, eu vou ter ainda que..imagine daqui a quatro anos. Não posso dizer que uma hora qualquer, à noite, sem sono a gente não pense em quatro anos pra frente etc, mas é que são tantos fatores, são tantas as variáves que não adianta.OP – O desenho político do governo, quanto à distribuição interna das forças políticas, se mantém ou pode haver uma mudança significativa?

Cid – Pode haver mudança sim, é um novo governo.

OP – Quanto à estrutura, por exemplo, haverá mudanças. O senhor está pensando em criar novas secretarias, não é verdade? 

Cid – Acho que sim, acho que sim. Devo criar uma secretaria da Pesca, pelo grande potencial que temos no setor e talvez crie uma Secretaria Especial para essa coisa da droga. É complicado porque você tem um sistema matricial, onde, por exemplo, alguém reclama por termos extinguido a secretaria da Juventude. Será que é realmente necessário ter uma secretaria da Juventude? Sinceramente, não é assim que enxergo, acho fundamental ter uma coordenação das políticas para juventude. Juventude está no esporte, está na cultura, na educação, na saúde, enfim, se você cria uma Secretaria na mesma linha estará gerando um problema. Ela, a nova secretaria, vai tirar toda a educação da pasta específica, por exemplo, já que educação é uma coisa focada, basicamente, no jovem.

(O POVO)

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