“Na política, não há espaço para mágoas”, afirmou o deputado federal Ciro Gomes (PSB), ao ser indagado sobre crítica do senador derrotado Tasso Jereissati (PSDB) de os Ferreira Gomes (Cid e Ciro) não são “nem a sombra dos jovens idealistas que conheci”. Essa declaração foi dada pelo tucano durante entrevista coletiva, em seu escritório político, na última segunda-feira, após avaliar as eleições e anunciar que estava abandonando a política.

Tasso, ao longo de 20 anos, implantou no Ceará o chamado “Projeto Mudancista”, a partir de 1986 e, nesse período, elegeu Ciro Gomes governador, tido como seu pupilo político, e, na disputa de 2006 endossou o irmão dele, Cid Gomes (PSB), para governador, em detrimento do então tucano Lúcio Alcântara, que postulava reeleição.

O parlamentar voltou a lamentar a derrota de Tasso, destacando que foi “uma perda política muito grave”, mas reiterou que política não deve ser feita com mágoas. Ciro lembrou que, em disputas passadas, Tasso apoiou FHC para presidente contra ele e nem por isso ele cultivou mágoas. Explicou que, como é da base aliada de Lula, teria que estar com Dilma.

Ciro não poupou novos elogios a Tasso, a quem qualificou como “um dos melhores quadros” e disse que preferia não apostar na fala do senador tucano de que estaria abandonando a política. “Ele é um dos grandes quadros da política brasileira. Ainda tem muita estrada pela frente”, acentuou, numa entrevista à TV Diário, em Brasília, após ter seu nome anunciado com coordenador da campanha dilmista no Nordeste. Dias antes, Ciro admitia também deixar o cenário político.

(O Pvo Online)

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