Wagner Gomes e Fabiana Ribeiro, O Globo

Sem nova proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) sobre reajuste salarial, a greve dos bancários entra nesta sexta-feira no seu terceiro dia.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), informou que 4.895 agências permaneceram fechadas nesta quinta-feira em todos os estados e no Distrito Federal, mil a mais do que na terça-feira, primeiro dia de greve.

Mais da metade dos 470 mil bancários de todo o país aderiram à greve, segundo a Contraf.

A Fenaban ainda não divulgou a sua projeção.

Os trabalhadores reivindicam aumento de 11%, reajuste no piso salarial, participação nos lucros e resultados e abono.

Os bancos ofereceram a reposição da inflação, de 4,29% pelo INPC, mas não garantiram aumento real.

A Contraf divulgou nesta quinta um “comunicado dos bancários à sociedade brasileira” dizendo que os bancos empurram os trabalhadores para a greve.

– Essa intransigência é incompatível com a situação privilegiada dos bancos e fez a greve aumentar no segundo dia – Carlos Cordeiro, presidente da Contraf.

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