Bill Gates: o homem mais rico dos Estados Unidos

São Paulo – O fundador da Microsoft perdeu o título de homem mais rico do mundo para o mexicano Carlos Slim. Nos Estados Unidos, porém, continua no topo do ranking dos bilionários, com uma fortuna avaliada em 54 bilhões de dólares pela revista americana Forbes. Apesar de ter doado 28 bilhões de dólares para a Bill & Melinda Foundation, sua fortuna é hoje 1 bilhão de dólares maior que em março, quando a Forbes divulgou o ranking dos homens mais ricos do mundo.

Ao contrário do que se poderia supor, o controle da Microsoft representa apenas uma pequena fatia de seu patrimônio. As ações que detém da maior empresa de softwares do planeta valem, atualmente, 16 bilhões de dólares. A maior parte de seu patrimônio foi constituída pela venda, de tempo em tempos, de ações da própria Microsoft.


Warren Buffett: megainvestidor segue no topo do ranking

Nenhuma lista de bilionários dos Estados Unidos ou do mundo estaria completa sem Warren Buffett, o megainvestidor que transformou uma tecelagem comprada em 1965, a Berkshire Hathaway, em uma gigantesca holding que congrega negócios em setores como alimentos, seguros e serviços públicos.

Sua fortuna é avaliada pela Forbes em 45 bilhões de dólares. O segundo homem mais rico dos Estados Unidos – e o terceiro do mundo – também aderiu à cruzada filantrópica de Bill Gates. O bilionário comprometeu-se a doar 99% de seu patrimônio à fundação criada pelo dono da Microsoft, quando morrer, com a condição de que o dinheiro seja totalmente investido em ações sociais em dez anos.


Larry Ellison: o bilionário cujo salário é 1 dólar

Larry Ellison é o terceiro homem mais rico dos Estados Unidos, com uma fortuna estimada em 27 bilhões de dólares pela Forbes. Ele é, também, um dos executivos mais bem pagos do país. Nos últimos cinco anos, por exemplo, embolsou 960 milhões de dólares em bônus – a maior parte veio do exercício de opões de ações.

À frente da Oracle, uma das gigantes do setor de tecnologia, Ellison cortou recentemente seu salário para 1 dólar. O executivo é um dos maiores proprietários de terras na paradisíaca Malibu, na Califórnia. Quando morrer, seu desejo é que 95% de sua fortuna seja doada para caridade.


Christy Walton: a mulher mais rica dos Estados Unidos

A mulher mais rica dos Estados – e a quarta maior fortuna do país – é Christy Walton, com 24 bilhões de dólares. Christy herdou seus bilhões após a morte do marido, John Walton, em 2005. John era filho de Sam Walton, o fundador do Walmart, a maior rede de varejo do mundo.

Veterano da Guerra do Vietnã, John também engordou o patrimônio da esposa ao investir na First Solar, uma fabricante de painéis solares. Suas ações subiram mais de 400% desde o seu IPO, em 2006.


Charles Koch: competência para expandir a herança

Desde que herdou o controle do negócio de refinarias do pai, Frederick, em 1967, Charles Koch concentrou-se em expandir os negócios. Hoje, o quinto homem mais rico dos Estados Unidos – e o 11º mais rico do mundo – dirige um conglomerado que fatura 100 bilhões de dólares por ano.

Seu patrimônio é avaliado em 21,5 bilhões de dólares pela Forbes. Um dos segredos para o crescimento dos negócios é reinvestir 90% dos lucros a cada ano. Hoje, a Kochs Industries é um grupo com operações em diversos ramos industriais e de energia.


David Koch: o homem que enfureceu Arnold Schwarzenegger

David Koch é o irmão mais novo de Charles Koch, e a origem de sua fortuna é a mesma: ter herdado a Koch Industries do pai, Frederick, em 1967. Em 1983, David e Charles se uniram para comprar a parte dos outros irmãos no grupo por 790 milhões de dólares. Hoje, a fortuna de David é calculada em 21,5 bilhões de dólares pela Forbes.

Mais extrovertido e gregário que seu irmão, David já foi candidato a vice-presidente pelo Libertarian Party em 1980. Agora, sua atividade política restringe-se a financiar instituições conservadoras. Recentemente, David e seu irmão enfureceram o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, ao doar 1 milhão de dólares aos grupos que tentam derrubar as medidas ambientais baixadas no estado.


Jim Walton: o caçula do fundador do Walmart

Com uma fortuna de 20,1 bilhões de dólares, Jim Walton detém a sétima maior fortuna dos Estados Unidos, segundo a Forbes. Filho mais novo de Sam Walton, o fundador do Walmart, Jim comanda o Arvest, o maior banco de Arkansas.

Com 62 anos, é casado e pai de quatro filhos. Seu patrimônio também lhe garante a 15º posição entre os homens mais ricos do mundo.


Alice Walton: mais uma fortuna construída pelo Walmart

Alice Walton é a única filha do fundador do Walmart, Sam Walton. Com um patrimônio de 20 bilhões de dólares, ela é também a segunda mulher mais rica dos Estados Unidos – só perde para sua cunhada, Christy Walton, viúva de seu irmão John.

O patrimônio lhe garante a oitava posição no ranking das pessoas mais ricas do país. Em Bentonville, cidade-natal do Walmart, Alice está construindo o Crystal Bridges Museum of American Art. O museu abrigará um acervo que mescla obras de artistas americanos contemporâneos a pinturas do século XIX que retratam os primórdios do país.


Samuel Robson Walton: a responsabilidade de suceder o pai

Outro herdeiro de Sam Walton, fundador do Walmart, figura na lista dos homens mais ricos dos Estados Unidos. Trata-se de Samuel Robson Walton, cuja fortuna é calculada em 19,7 bilhões de dólares pela Forbes. Com isso, possui o nono maior patrimônio do país.

Pesou sobre Robson, a responsabilidade de suceder o pai no comando dos negócios. Em 1992, quando Sam morreu, ele assumiu a presidência do conselho de administração da maior rede de varejo do mundo. Hoje, o Walmart fatura cerca de 405 bilhões de dólares e emprega mais de 2,1 milhões de pessoas.


Michael Bloomberg: político e gigante da mídia

Nos últimos anos, Michael Bloomberg tornou-se conhecido do grande público pela sua atuação política. Prefeito de Nova York, com mandato até 2013, Bloomberg é o político mais rico dos Estados Unidos, com uma fortuna de 18 bilhões de dólares. A cifra o coloca como o décimo na lista da Forbes.

Mas Bloomberg construiu seu patrimônio em outra atividade – a mídia. O grupo de informações financeiras que leva o seu nome conta com mais de 290.000 terminais dedicados e deve faturar 6,9 bilhões de dólares neste ano – um incremento de 10%.


(Portal Exame)