O tucano Beto Richa insiste, em seu programa de televisão, no batido e questionável discurso de “modelo de gestão”, tomando como base as supostas experiências bem sucedidas na prefeitura de Curitiba. Quem olha com a atenção a situação de políticas públicas da Capital, porém, percebe que a tal eficiência tucana na gestão dos problemas urbanos não sobrevive a uma análise da realidade. Depois de cinco anos de mandato como prefeito, Richa deixou o cargo para disputar o governo sem conseguir resolver um problema básico, como o da destinação do lixo. O trânsito curitibano vai de mal a pior, e quem usa o transporte coletivo também é prejudicado, com ônibus sucateados, sempre atrasados e lotados. Nas campanhas para a prefeitura, Richa prometeu acabar com a indústria da multa, mas ao invés disso, multiplicou o número de radares. Quem precisa de atendimento em saúde especializado na Capital é obrigado a esperar até oito meses por uma consulta ou exame. São apenas alguns poucos exemplos que colocam em cheque a suposta eficiência administrativa, tão propalada pelo PSDB e seus candidatos.

Afinidade
Beto Richa continua também tentando mostrar que sua posição de candidato de oposição a um provável governo Dilma Rousseff não o atrapalhará. Prometeu, “em parceria com o governo federal”, construir o contorno ferroviário de Curitiba, e um novo ramal entre Guarapuava e a Lapa.

Atrasado
O tucano também acenou com a conclusão da estrada boiadeira. Obra que passou vinte anos paralisada, incluindo nos dois governos de Fernando Henrique Cardoso, e só foi retomada parcialmente na administração Lula.

Nelson Rodrigues
O “nanico” PRTB continua incomodando Beto Richa. Ontem, questionou os problemas da Linha Verde, principal obra rodoviária do tucano, que segundo o partido, só gerou reclamações. “O Beto Richa cavou a sepultura dele”, diz um motorista entrevistado durante congestionamento da Linha Verde, definida pelo partido como “obra bonitinha, mas ordinária”.

Filho da vida
O ex-governador Roberto Requião (PMDB) deu indireta em Richa, ao afirmar que como todos, também tem muito orgulho de seu pai. “Mas politicamente sou filho da vida”, avisa.

O tempo passa

Requião usou imagens de arquivo das campanhas de 1985 e 1990, quando ainda tinha cabelo escuro e era mais magro.

Antigas companhias
Em outro trecho do programa, Requião exibiu imagem da marcha para a entrega do projeto de iniciativa popular que pretendia proibir a venda da Copel. Na gravação, ao seu lado, o deputado federal e atual candidato adversário ao Senado, Gustafo Fruet (PSDB).

Madureza
Gleisi Hoffmann (PT) dedicou o programa aos idosos. Exibiu depoimento do vice-presidente, José Alencar (PRB), e definiu o Brasil como “um país maduro”.

Otimista
Ricardo Barros (PP) exibiu números da pesquisa Datafolha para dizer que está avançando nas intenções de voto e se dizendo “o senador da família paranaense”. A julgar pelos números, porém, a candidatura não empolgou as famílias, pois ele continua em quarto.

Palmada
Barros centra seu discurso na defesa de que os “pais precisam ter mais autoridade” sobre os filhos. Vai perder o voto dos jovens, desse jeito.

Moderno
Já Gustavo Fruet (PSDB) colocou no ar video clip musical em ritmo de hip hop. Mas não arriscou nenhum passo da dança.

Lobinho
Fruet também falou sobre uma lenda indigena que falaria de dois lobos, um alimentado por raiva violência, e arrogância, outro por esperança e fé. Disse que se o eleitor votar em quem alimenta o lobo raivoso “vai chamar um clima de discórdia e intrigas”.

Só slogan
O programa de Osmar Dias destacou as propostas para o meio ambiente, prometendo despoluir o rio Iguaçu. Aproveitou para lembrar que o rio nasce na Serra do Mar e quando cruza já está muito poluído, para mostrar o fracasso da política da antiga “capital ecológica” na área.

Contraponto
Ainda na questão ambiental, Osmar lembrou que em Curitiba o aterro Caximba esgotou seu prazo de validade “e não teve gestão moderna na solução”. Mostrou experiência de Tibagi, onde 80% do lixo coletado é reciclado como contraponto ao “modelo de gestão” de Richa.

Emoção
Enquanto Richa mantém o discurso de eficiência administrativa, Osmar investe no emocional. Exibiu depoimento de catadora que disse ter conseguido criar os filhos e manter a casa reciclando lixo.

(Portal Bem Paraná)

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