Não é uma desculpa, mas pode haver uma razão biológica para que uma mãe se sinta sexualmente atraída pelo filho adolescente.

Em uma série de experiências onde os indivíduos viam fotografias de seus pais do sexo oposto ou uma foto com seu próprio rosto transformado por computador, os pesquisadores descobriram que as pessoas eram atraídas ao ver pessoas que se assemelham a si geneticamente.

Desde 1900, existe um debate sobre a aversão contra o incesto, a partir de uma adaptação cultural para suprimir o impulso biológico ou uma adaptação psicológica que evoluíram pela seleção natural.

Já que nós podemos nos sentir biologicamente atraídos por nossos parentes, é possível, portanto, como o psicanalista Sigmund Freud sugeriu, que os tabus do incesto existem para contrariar esta tendência primitiva. Já o sociólogo Edward Westermarck argumenta que há um período crítico, enquanto as pessoas estão crescendo, durante o qual eles não acharão as pessoas que o criam atraentes.

Nesta pesquisa, as pessoas viram uma série de fotos de rostos de estranhos e deveriam classificar sua atratividade sexual. Antes de cada um dos rostos serem mostrados, metade dos indivíduos foi subliminarmente exposto a fotografias de seus pais do sexo oposto, piscando as imagens tão rapidamente que elas não puderam ser processadas conscientemente. À outra metade dos participantes, só foi mostrada fotos de não parentes.

Pessoas que viram inconscientemente imagens de sua própria mãe ou pai tinham mais probabilidade de achar as faces na foto posterior atraentes do que as pessoas imunizadas com uma imagem aleatória.

Em um segundo experimento, os participantes foram convidados a avaliar a atratividade sexual de um conjunto de rostos, mas desta vez os rostos estavam transformados em compostos de duas faces diferentes. Sem saber que suas próprias caras faziam parte das transformações, metade dos sujeitos viram fotografias de rostos que eram até 45% parecidos com os seus próprios, como um irmão artificial. A outra metade viu apenas composições de rostos que não eram seus.

As pessoas que viram rostos parecidos com os seus próprios acharam as imagens sexualmente mais atraentes.

E no terceiro experimento, as pessoas viram transformações que não continham suas próprias caras, mas metade foi levada a acreditar que continham. Neste caso, as pessoas que erroneamente acreditaram que os compostos tinham seu próprio rosto classificaram as imagens como menos atraentes.

Todos os três experimentos apóiam a idéia freudiana de que temos mecanismos subconscientes que nos atraem para as características que nos fazem lembrar a nossa própria, e que tabus culturais contra o incesto existem para substituir esta sedução primitiva.

Mas não há razão para se sentir enojado: uma possível explicação para os resultados do estudo é simplesmente que os cérebros das pessoas tendem a processar imagens familiares com mais facilidade.


[WiredScience]

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