do Marco Aurélio Weissheimer, no RS Urgente

O sargento César Rodrigues de Carvalho, que trabalhava como segurança da governadora Yeda Crusius (PSDB) na Casa Militar do governo do Estado, era informante de jornalistas do Grupo RBS. O fato foi admitido pela própria empresa nesta sexta. “O nome do sargento até agora não havia sido mencionado nas reportagens dos veículos da RBS em respeito ao princípio constitucional de proteção do sigilo de fonte”, diz o Grupo. Ainda segundo a RBS, “as informações se referiam a passagens por presídios, situação de criminosos foragidos e o tipo de crime em que estavam envolvidos, incluindo, em alguns casos, fotos”.

Na quinta-feira, um email foi enviado a vários jornalistas do Estado afirmando que o sargento “prestava serviços a jornalistas no acesso a dados”, em especial para a RBS. A prática não é rara no meio, mas é um constrangimento para a empresa a sua divulgação, uma vez que o Sistema de Consultas Integradas não se destina a isso. Além de ser um instrumento para uso do aparato de segurança do Estado, o caráter público da comunicação e da divulgação de informações por parte do Estado deveria evitar esse tipo de acesso privilegiado a dados e fotos.

No depoimento que prestou ao promotor Amílcar Macedo, quinta-feira, o sargento identificou aqueles que seriam os mandantes de suas ações no interior da Casa Militar. Entre outros, já foram citados o ex-chefe de gabinete da governadora Yeda Crusis, Ricardo Lied (hoje trabalhando na coordenação da campanha eleitoral da mesma) e oficiais da Brigada lotados na Casa Militar. O promotor acredita que o sargento César é peça de uma engrenagem muito maior.

(Viomundo)