A edição da revista britânica The Economist, que chegou nesta quinta-feira (9) às bancas, dá a vitória da candidata do governo à Presidência, Dilma Roussef, como garantida já no primeiro turno, a menos que aconteça algo de excepcional. A publicação credita esse resultado à ampla popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O maior desafio de Dilma como presidente, de acordo com a revista, virá da própria base do governo, já que a candidata não cresceu junto com o PT, se filiou ao partido somente em 2001 e teve sua candidatura imposta pelo presidente Lula.

A reportagem afirma que a cúpula da coalizão que apoia a candidatura de Dilma já discute a distribuição dos cargos nos ministérios. “Com mais assentos (no Congresso) e uma líder mais fraca que seu antecessor, o próximo governo deve parecer mais forte no papel do que na prática”, diz o texto da The Economist.

Ainda segundo a matéria, Dilma tomou um susto com as notícias de envolvimento de pessoas ligadas ao PT no caso da quebra do sigilo fiscal da filha do candidato José Serra (PSDB), seu principal adversário, mas ressaltou que não há até agora evidências de seu próprio envolvimento no episódio.

(Gazeta Web)

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