É com muita satisfação que estaremos participando do lançamento do livro do Prof. Giovanni Alves, no próximo dia 08 de setembro, a partir das 19:30, no Auditório da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará. Trata-se de uma realização do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e do Programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira da UFC e que está envolvendo alguns sindicatos parceiros.

Esta será uma oportunidade única de interação com a academia, por meio de um dos maiores pensadores do sindicalismo contemporâneo.

Prof. Giovanni Alves é Livre-docente em Teoria Sociológica pela UNESP, Professor de sociologia da Universidade Estadual Paulista (Campus de Marília), Doutor em Ciências Sociais pela UNICAMP, Coordenador-geral do Projeto NEG Núcleo de Estudos da Globalização (http://globalization.cjb.net), Coordenador-geral da RET Rede de Estudos do Trabalho e Coordenador-geral do Projeto Tela Crítica.

Na ocasião, será lançado o terceiro volume da Série Trabalho e Cinema – O mundo do trabalho através do cinema (vide resumo em anexo) em preço promocional.

INFORMAÇÕES: 3252.4266 com Iêda Marques – Secretaria de Formação do Sindicato dos Bancários do Ceará.

ENDEREÇO DO AUDITÓRIO: Valnir Chagas (Auditório Novo)

Rua Waldery Uchôa, nº 01 (nos fundos da Biblioteca do Centro de Humanidades, próximo às Casas de Cultura da UFC).

RESUMO

Os volumes da série Tela Crítica buscam apresentar ensaios do projeto pedagógico Cinema como Experiência Crítica (www.telacritica.org) que busca utilizar a análise de filmes para discutir conteúdos temáticos da crítica social do mundo burguês. Através da análise da forma e do sentido do filme, procura-se apreender sugestões heurísticas interessantes capazes de propiciar uma consciência crítica da sociedade global do capital.?As temáticas em destaque do Projeto Tela Crítica são as seguintes: Técnica e Estranhamento, com análises de filmes de ficção-científica; Capitalismo e Sociabilidade, com análises de dramas sociais e Sociabilidade e Estranhamento, com análises de filmes de horror.

O cinema é a arte-máquina, arte total, a arte mais completa arte do século XX, arte-síntese capaz de reunir as mais diversas formas estéticas num sistema de imagens em movimento, promovendo a compressão espaço-tempo e se apropriando da subjetividade do sujeito-receptor, instigando a sua disposição de virtualização com maior intensidade e amplitude. Por isso, é arte superior, capaz de contribuir como meio estético para a constituição da experiência crítica. Como forma cultural de mediação estética, é capaz de desenvolver, num patamar superior, a potentia de virtualização. A proposta de interpretação do cinema como experiência crítica considera que o filme é uma totalidade concreta aberta, capaz de “sugerir” um complexo de temas significativos e eixo temático para uma discussão sobre problemas crucias da sociabilidade do capital que podem ser apreendidos, de formas crítica, pelo espectador. Através da problematização de temas sugeridos podem-se discutir alternativas positivas radicais ao metabolismo social do mundo burguês.

A apropriação crítica (e compreensiva) do filme permite, por um lado, a apreensão da forma e do sentido da obra fílmica em questão. Por outro lado, pode contribuir para o desenvolvimento do complexo teórico-categorial utilizado pelo sujeito-receptor habilitado. O que significa que a análise crítica do filme pode contribuir para o desenvolvimento das ciências sociais. A relação do filme como objeto de reflexão critica com o expectador pode se constituir como uma experiência crítica capaz de propiciar uma relação de compreensão hermenêutica e de dialogicidade plena.