SANTIAGO — Especialistas da Nasa que chegaram nesta terça-feira ao Chile recomendaram que se fale com franqueza com os 33 mineiros presos há 26 dias a 700 metros de profundidade, e que se evitem falsas expectativas sobre a data do resgate.

A equipe da Nasa irá assessorar as autoridades nas operações para manter os mineiros – que permanecem em condições de isolamento semelhantes às dos astronautas – em bom estado.

James Duncan, sub-chefe médico da Nasa, destacou em seu primeiro contato com a imprensa que é importante não criar “falsas esperanças” e ter “honestidade” com os mineiros quanto à data do resgate.

Os trabalhadores já foram informados pelas autoridades de que seu resgate será longo, apesar de não terem sido fornecidas datas. Oficialmente, foi informado que a operação durará de três a quatro meses.

“É importante não construir falsas esperanças, e ser o mais honesto possível”, disse Duncan, que considerou importante não fixar uma data exata para a saída.

“Há de se levar em conta que eles são mineiros, dessa forma, sabem perfeitamente quanto tempo levará para retirá-los de lá, sabem em que nível de profundidade estão na mina, portanto, não será grande surpresa para eles”, explicou.

Algo parecido ocorre com os programas de treinamento para os astronautas, nos quais não se fixa data para seu retorno à Terra, levando em conta a possibilidade de surgirem dificuldades técnicas para o retorno.

O grupo reuniu-se com o ministro da Saúde, Jaime Mañalich, e o ministro da Mineração, Laurence Golborne, ambos a cargo dos trabalhos de resgate dos mineiros presos desde 5 de agosto.

Os especialistas da Nasa ressaltaram a importância de cobrir as necessidades básicas dos mineiros, incluindo o contato com os familiares e, sobretudo, “manter seu espírito em alta”.

(Agência AFP)