Você acredita em pesquisas de opinião?

 
(Rio Acima – JB Online)

Você acredita que Dilma Rousseff estava sete pontos atrás de José Serra em abril?

E que em maio estava empatada com ele?

Hoje, apenas três meses depois, ela aparece mais de 20 pontos à frente.

Uma senhora arrancada, não é mesmo?

Os diretores dos institutos de pesquisa vão dizer que Dilma era desconhecida do povão em abril. Mas, e Serra? Bom, o tucano não é o que se pode chamar de um cara popular… Deve ser menos conhecido nos confins do Norte que o Saci Pererê ou que a Mula Sem Cabeça.

Os executivos dos institutos dirão também que a subida de Dilma se deveu à propaganda na TV, na qual Lula associou seu nome ao dela. Mas, há pelo menos um ano, o presidente deixa claro que ela é a sua candidata. Isso vem sendo noticiado fartamente em todas as emissoras de TV. Seria o horário eleitoral tão significativo assim a ponto de “mudar” tanto e tão rapidamente o quadro de intenções de voto?

Não, o horário gratuito não é desculpa para essa cambalhota repentina nos percentuais. Ouso dizer que Dilma sempre esteve à frente de Serra, inclusive em São Paulo, onde só agora os institutos admitem sua vantagem.

É inegável que muita gente se deixa influenciar por essas pesquisas. Conheci um cara que só votava em quem aparecia em primeiro nos levantamentos.

_ Não gosto de perder _ justificava.

Deve haver muita gente assim por aí, e por isso sempre tentam inflar uma candidatura que lhes é mais simpática atribuindo-lhe discutível vantagem meses antes do pleito. Quando não dá mais para forçar a barra, os números começam a mudar bruscamente e tudo é imputado ao início do horário eleitoral. Esse filme já passou várias vezes.

Vamos buscar outro exemplo, agora num país vizinho. Foi só a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, brigar com os donos dos dois maiores jornais de lá que saiu logo uma pesquisa dizendo que 33% do povo acreditam nos proprietários do Clarín e do La Nacíon e só 18% na presidente.

Você acredita?

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