A partir de amanhã, os pais que não transportarem crianças com idade até 7 anos em cadeirinhas especiais nos automóveis estarão cometendo infração gravíssima, sujeita a multa de R$ 191,54 e perda de sete pontos na carteira do motorista. A “Lei da Cadeirinha” é uma determinação do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) e deveria ter começado a valer em 9 de junho, mas devido à falta dos equipamentos no mercado o prazo foi prorrogado.

A resolução 277/2008 do Contran, que determinou o uso obrigatório dos equipamentos de segurança, previa uma adaptação de dois anos e o uso de quatro tipos de equipamentos para o transporte de criança: o bebê conforto (da saída da maternidade até 1 ano); cadeirinha (de 1 a 4 anos); assento de elevação (de 4 a 7 anos e meio); e o cinto de segurança no banco de trás (de 7 anos e meio até 10 anos).

Com a proximidade do fim do prazo, a procura pelos equipamentos foi muito grande nos últimos meses, fazendo com que os fornecedores não pudessem atender a demanda das lojas.

De acordo com Lima Maria Nakahashi, proprietária de uma loja especializada em produtos infantis no Centro da cidade, muitas pessoas procuraram pelo produto, mas não encontraram, pois o equipamento estava em falta até para os fornecedores.

– O pessoal procurou bastante, mas não tinha mais. Nos últimos dias chegaram alguns modelos, mas outros ainda estão em falta, como o bebê conforto. Pegamos o telefone dos que nos procuram e assim que o produto vai chegando fazemos a ligação. Quando disseram que o prazo para a lei entrar em vigor foi prorrogado, pararam de procurar um pouco, mas no último fim de semana a procura foi muito grande – contou.

Maria Silva Pelúcio Ribeiro, também proprietária de um loja de produtos infantis, confirmou a informação.
– As pessoas continuaram procurando, só que a fábrica não tinha mais para entregar. Mesmo agora estamos recebendo com dificuldade. Em nosso fornecedor, a mais difícil de achar no momento é o modelo da cadeirinha para crianças de 15 a 36 quilos. Tivemos que criar uma lista com os interessados, quando o modelo desejado chega ligamos para todos, mas os que chegam primeiro levam – disse.

Para evitar o transtorno de não encontrar o modelo desejado, a representante comercial Érica Brandão, 35, comprou a cadeirinha no mês de junho.

– Preferi não esperar. Essa lei é um pouco fora de mão, mas é muito importante para a segurança das crianças. Fora de mão pelo fato de o equipamento ser caro e termos que usar modelos diferentes de acordo com o crescimento da criança – falou.

Já o técnico em radiologia Rodrigo de Oliveira Nicolau, 30, deixou para comprar a cadeirinha de sua filha de dois meses na manhã de hoje.
– Não comprei antes, pois não costumávamos sair de casa com ela, agora é que vamos precisar. Achei que seria mais complicado, mas até que consegui encontrar o modelo que eu precisava – afirmou.

(Diário do Vale)

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